No meu Departamento, temos dois professores que sabem latim: Valdir e Cristina (ambos ex-orientandos do Jean-Pierre Angenot). Oswaldo dava aula de latim, mas já aposentou. Há anos o Valdir anuncia que agora é idoso e já faz inúmeras reuniões que Cristina anuncia sua aposentadoria.
Eu fiz a minha graduação na USP e tive aulas de Latim (1 ano com Chellini), Linguística Histórica (1 semestre) e Filologia Românica (1 ano com Bruno Bassetto). Não estudei nenhuma das línguas românicas (mas acompanhei 4 aulas de romeno com o Mário Viaro e não me lembro por que parei). Apesar dessa formação (distante no tempo), não me considero apta a dar o curso de Filologia Românica.
A Escola de Verão do GEL estava oferecendo cursos no formato à distância. Me inscrevi no curso sobre sinais de pontuação (porque é isso que me ocupa agora) e no curso de Linguística Românica com o Ilari - pra medir o tamanho de uma possível disciplina de Filologia na UNIR. Antes de começarmos o curso, Ilari enviou tarefas: um questionário que avançava em páginas e complicava e que mostrou que o meu desempenho assim, a frio, era de 60% de respostas corretas.
Aí começou o curso e Ilari falava em latim, francês, espanhol, alemão, sueco, italiano e piemontês. Aí eu fui vendo que, por mais que eu leia o livro dele, assumir essa disciplina seria um projeto de vida. Assim que der, vou fazer ainda a segunda tarefa do curso, que consiste em escolher (e responder) 2 questões de uma lista de 52 questões relacionadas ao livro do Ilari.

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