Jairo ligou ontem de manhã, dizendo que estava com febre. Tínhamos deixado um termômetro (daqueles antigos de mercúrio mesmo, sem pilha) com o Damián faz um tempo e pedimos pra ele medir a febre. Tava quebrado aquele, mas conseguiu outro e deu 39º. Jairo falava em malária, acrescentava que estava com calafrios, mas nós pensamos que podia ser coronavírus.
Luis decidiu que iria buscá-lo no Maravilha, mas levar para onde? Era domingo e os laboratórios estavam fechados. Posto de saúde? Jairo queria ir ao Hospital da Unimed pra fazer exame, mas ele não tem convênio. Pagar pra fazer exame? Foram ao Cemetron, hospital de doenças tropicais que, na pandemia, serviu de referência para covid.
Enquanto esperavam pelo resultado do exame, tocou o telefone do Luis. Era a tia de Minas Gerais, aflita com o estado de saúde de Madá e com estado de espírito do neto, Rafael, que estava sozinho com ela no hospital. Madá tinha sido internada na UTI em decorrência de uma crise em resposta ao tratamento do câncer em 21 de junho. Desde então, não tínhamos mais tido notícias.
O resultado para malária deu positivo. Luis e Jairo comemoraram que não era covid. Impulsionado, Luis decidiu viajar a Cachoeiro de Itapemirim (ES), pra se despedir da madrasta e dar suporte ao sobrinho.
Depois de avisar que estava procurando passagem (partir de PVH de avião não é fácil), chegou a notícia de que Madá tinha falecido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário