domingo, 21 de julho de 2019

Boa viagem, vá com Deus

No último dia do GEL, eu tinha me proposto a participar de um simpósio sobre morfologia e uma mesa sobre ensino de língua materna. Depois desses eventos, os orientandos da Rosana almoçariam num restaurante próximo, barato e simples. Como eu tinha algumas horas de estrada pela frente, decidi almoçar num restaurante vegetariano, pra conseguir dirigir sem correr o risco de ficar com sono.

A voz do Waze me guiou até o restaurante, depois pra fora da cidade. Como não havia placas pra Ribeirão Preto, fui me orientando pelo aplicativo. Quando a voz me instruiu a seguir por uma hora e vinte minutos naquela mesma estrada, desliguei o aplicativo, pra não gastar demais a bateria do celular. Ainda pensei que eu tava driblando o aplicativo, usando o mínimo necessário, até aparecerem as placas pra Ribeirão.

No segundo pedágio, já bem próximo a Ribeirão, a moça me devolveu o troco dizendo "Boa viagem, vá com Deus". E eu tomei um susto. Depois fui entender que o susto era porque eu não esperava por Deus no pedágio - que, pra mim, era equivalente a uma máquina que recebe dinheiro e levanta a cancela. Mas quem recebe o dinheiro e devolve o troco é uma pessoa, não uma máquina. Assim como o cara que agita a bandeira laranja antes das obras na pista é uma pessoa, não uma máquina.

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