quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Olga e Simão


Agnes, Lou e Olga no trem da EFMM. Foto: Simão
Foto: Olga
Olga e Simão passaram mais ou menos um mês explorando a região Norte. Chegaram contando do Monte Roraima e da dificuldade que foi subir, do calor em Palmas, da família em Goiás, dos rios no Amazonas, da comida em Macapá.
Nós na praça. Foto: Olga
No primeiro dia, nós quatro fomos ver o rio Madeira e a Praça Madeira-Mamoré. Por coincidência ou destino, Ademilton estava andando por lá. Fomos logo conversar e disse que tinha vontade de levar Olga e Simão para conhecer o Lago Cuniã no fim de semana. Ele disse "vá, sim", como quem diz "passa lá em casa pra tomar um café". E nós fomos.
Pegamos uma lancha expressa que sai ao meio-dia do Cai n'água. A embarcação parece um ônibus por dentro, com vidro fumê e ar condicionado. Depois de aproximadamente duas horas, desembarcamos em São Carlos. Fomos os únicos a desembarcar: os outros seguiram a Nazaré, onde estava tendo Festa da Melancia.
Perguntamos pelo Márcio do MAB e seguimos até a casa dele. Solícito, ele foi de bicicleta até a beira, arranjar 3 motos pra nos levar até o Paçoca. Uma moto veio logo, a segunda não tardou, mas o terceiro motociclista perdeu o rumo. Esse foi o tempo que tivemos para colocar a conversa com o Márcio em dia.

Cada um montou na garupa de uma moto e fomos até a beira do Lago Cuniã. Chegando lá, combinamos e pagamos a volta no dia seguinte. Paçoca em pessoa nos atravessou. Disse que Ademilton tinha saído dali havia 10 minutos e de fato cruzamos com o barqueiro que havia levado o Ademilton.
A casa dele estava vazia. Nem na casa da irmã, nem da cunhada ele estava. Fomos no ICMBio, capturar o sinal wifi e mandar notícias pra casa, afinal a viagem tinha sido uma aventura. Encontramos o Ademilton no meio do caminho. Pego de surpresa, nos ofereceu a casa, mas recomendou a pousada. Fomos para a pousada pouco antes da Sheila ir pra igreja, depois jantamos no restaurante da Domingas.
Na manhã seguinte, Ademilton nos guiou pelo abatedouro de jacaré e explicou que não podia nos acompanhar num passeio de canoa no lago porque precisava se preparar para uma reunião com a comunidade sobre a reativação de antigos castanhais (a cheia de 2014 matou muitas castanheiras).
O sobrinho dele nos levou para um passeio no Cuniã. Vimos muitos pássaros diferentes (biguá, garça, maguary, urubu, ariramba e outros que não sei nomear) e com o tempo aprendemos a espreitar jacarés.

O irmão do Ademilton nos atravessou de volta até o Paçoca, onde 2 motos já nos esperavam. Carimbado e eu fomos na casa do terceiro, mas ele não estava. Apareceu no retrovisor, carregando o Simão. Almoçamos em São Carlos, fomos atravessados de bandeirinha (barco, voadeira) até a boca do Jamari, entramos no ônibus e descemos na frente da rodoviária. Luis demoraria a nos buscar, então fomos de Uber pra casa.

Só pra recapitular:
Uber - expresso - moto - barco na ida.
Barco - moto - barco - ônibus - Uber na volta.

No último dia, fomos visitar o Damián. Não deu tempo pra fazer trilha, mas eles ficaram admirados com o nosso ribeirinho argentino.

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