quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Avatar

Levei Agnes pra ver Avatar (achando que era o 2, mas esse fica guardado até o Natal). É o filme que já conhecemos, que volta às telas. Talvez para preparar o público que não viu o filme em 2009 para a sequência, talvez para relembrar quem já tinha visto no passado. O filme é clichê, mas é didático. 


Dessa vez reparei mais na figura do Jake Sully, um ex-fuzileiro incapacitado e cadeirante que não deixa escapar a chance de entrar no avatar preparado para o irmão gêmeo. Com o avatar, Jake pode andar, correr e saltar de novo. Viver no corpo do avatar é como viver um sonho. Na base militar, no corpo dele, ele faz o jogo duplo: informa os militares acerca do território que eles querem explorar em busca de um minério caro (porque lhe prometeram suas pernas de volta) enquanto se envolve com o povo Na'vi. Quem percebe o jogo dele não cobra nem corta, apenas direciona. E os afetos vão se estreitando e o individual e o coletivo vão ganhando pesos diferentes. A pergunta "e o que eu ganho com isso?" vai dando lugar à constatação "de tudo que nós todos perdemos com isso!"

Ontem circulou uma nota da Andifes de novos cortes na Educação. O decreto é do dia da véspera da eleição e só ontem é que a maldade foi percebida. Precisamos perder tudo pra reagir?

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