Foi no dia 07 de julho de 2012 que eu conheci o Luis. Era a festa junina da UNIR. Tínhamos passado por uma longa (e invisível) greve por melhores condições na universidade. Foi uma greve contra a gestão da universidade que culminou na renúncia do reitor. Fizemos campanha para a Berenice, que assumiu a Reitoria e em seguida eu prestei concurso na UFSM. Quando conheci o Luis, eu já tinha sido aprovada em Santa Maria.
Tomei posse na UFSM em novembro, depois de cumprido o estágio probatório na UNIR, o que me possibilitou pedir vacância (ao invés de exoneração).
A boate Kiss pegou fogo, o prazo de afastamento para cursar o doutorado do Luis foi se acabando, ele foi chamado de volta para UNIR e tivemos que decidir como seguiríamos juntos. Em 2013 nos casamos, a lua de mel foi em Lucena (PB) e pedi minha exoneração da UFSM.
Voltamos juntos pra Porto Velho em 2014 (minha vaga ainda estava lá na UNIR), quando a cheia do Madeira mudou toda a paisagem e vida aqui. Muita gente perdeu tudo, até as esperanças.
Conseguimos entrar na UHE Santo Antônio e fizemos um filme sobre essa cheia histórica. Em novembro de 2014 esse filme foi premiado no FestCine Amazônia como melhor produção rondoniense. Viramos rondonienses. Em 2015 Luis defendeu o doutorado dele na UFRJ.
Em 2016 veio a Agnes. Nasceu na maternidade pública de Porto Velho. Tive sintomas de zica durante a gestação, mas (aparentemente) a criança não foi afetada. Minha mãe e minha tia vieram visitar e conhecer o mais novo membro da família.
Com 1 ano e 4 meses, Agnes aprendeu a andar. A primeira palavra (AQUI) tinha sido enunciada com 1 ano e 2 meses.Em 2017 eu fui portariada para assumir a editora da UNIR enquanto Agnes estava internada no hospital com alguma virose feroz. Em 2018 teve a facada.
Em abril de 2019 Agnes convulsionou em decorrência de uma febre e acenderam os nossos alarmes. No meio do ano foram as queimadas na Amazônia, no final do ano o meu livro sobre sinais de pontuação foi lançado pela Editora Unicamp. A ideia de estudar sinais de pontuação tinha surgido em 2012, numa conversa com o Renato pelas ruas do Campeche, Floripa. Em dezembro mudamos para um apartamento (minha 6. moradia em PVH).
2020 começou com a morte da Oma, depois a pandemia nos isolou. Passamos a valorizar tudo que era fora do apartamento. Passei a usar óculos pra ler e tivemos que aprender a lidar com Zoom, Meet, Streamyard, Instagram etc.
Em 2021 chegaram as vacinas e começamos a sair mais. Na primeira viagem que fizemos, fomos roubados.
Esses dias eu tava conversando com o Luis sobre as bifurcações que se apresentam nas nossas vidas. Acho que a minha vida é feita mais de linhas retas do que de curvas, voltas e ruas sem saída. Não cabem muitos personagens em mim, não investi em caminhos aleatórios (mesmo em termos acadêmicos: de 2002 pra cá estudei preposições, agramatismo, tópico-comentário e sinais de pontuação). No entanto, é preciso reconhecer que uma importante bifurcação aconteceu no dia 7 de julho de 2012. Escolhi o Luis no meu caminho e seguimos juntos. Tua palavra é lâmpada para os meus pés, luz para o meu caminho.






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