terça-feira, 10 de novembro de 2020

Museu do Parque Ecológico

 

Os parques foram reabertos há pouco tempo. Agnes e eu fomos no Parque Ecológico e não conseguimos fazer a trilha, porque a manutenção ainda não trocou todas as tábuas apodrecidas. Quando estávamos saindo da trilha, um homem segurando uma haste com um gancho na ponta passou por nós. Entendi que era um funcionário do Parque, mas não saquei logo o que ela aquele bastão.
Sem trilha, sugeri que visitássemos o museu (que eu não conhecia). O cheiro de naftalina foi a primeira impressão que nos saudou no interior do museu, junto com o frio do ar condicionado em modo polar que abraçava nossa pele molhada.
Os animais empalhados na vitrine central e os insetos mortos eu achei normais e Agnes saltava de um olha aqui! pra outro mamãe, vem ver!

Só que daí me dei conta de que TODOS os animais expostos estavam mortos. Com algodão nas órbitas dos olhos. Com ovinhos de naftalina nos cantos. Teriam morrido nas redondezas? Museu taxidermista...
Entramos numa sala em que havia cobras, sapos e peixes em potes de vidro sortidos. Entendi ali que o bastão que o sujeito na trilha segurava era pra pegar cobra.
Lembrei da greve de 2011 na UNIR, quando Carolina Doria dizia pra câmera que ela trabalhava no barracão, todo de madeira e sem um extintor de incêndio, em que toda a coleção de peixes estava guardada em vidros com álcool. Os vidros do museu igualmente parecem ter saído da cozinha.

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