segunda-feira, 18 de maio de 2020

Zamia

Quando morávamos na Vila da Eletronorte, cultivávamos um jardim com plantas coletadas (aqui nas redondezas e nas nossas viagens). Luis tinha trazido da casa do Jairo uma planta que parecia um misto de palmeira e pinheiro, mas que não mudava muito ao longo do tempo. Nos quatro anos que moramos naquela casa, só víamos duas folhas. Mesmo sem prometer grandes novidades, trouxemos a planta pro apartamento e Luis a acomodou na janela.
Eis que brotou esse "milho". Postei a foto no Instagram e meu amigo Narcísio, botânico que está terminando o doutorado em Piracicaba, ficou encantado. Ele nunca tinha visto uma zamia fértil. Eles tinham plantado uma nativa lá na UNIR e nunca tinha acontecido nada. O que se seguiu foi tipo ensino à distância:

Quando eu comentei com o Jairo a alegria do Narcísio, ele repsondeu que na casa dele também tinha brotado uma. Uau, que coincidência, pensei. E avisei ao botânico que eu tinha notícia de mais uma dessas plantas de rara florada em plena atividade. Narcísio explicou que essa é uma estratégia das plantas: florar ao mesmo tempo, para aumentar as chances de polinização - já que a do Jairo, por exemplo, é fêmea (e a nossa deve ser macho, suponho).
Por fim, Jairo disse que em Florianópolis, a esposa dele percebeu frutos na ora-pro-nobis deles - o que também é bem raro.

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