Fui convidada pela minha ex-orientadora (que defende que existe ex- tudo, menos ex-orientador, porque a relação é perene) para participar de uma reunião presencial do Grupo de Pesquisa ao qual sou vinculada: GELEP - Grupo de Estudos da Linguagem no Envelhecimento e nas Patologias. O grupo está se preparando para se inscrever num simpósio em Roma e foi ótimo para interagir com o pessoal: tanto os sujeitos afásicos do CCA quanto a Rosana e seus orientandos.
Me dei conta, durante as conversas, que o foco no CCA não é apenas a linguagem no sujeito, como se esperaria de um linguista, mas também o sujeito na linguagem. As estratégias e soluções comunicativas encontradas pelos sujeitos são tão valorizadas quanto seus progressos ao longo do tempo. E o tempo é um ingrediente importante: alguns sujeitos participam do grupo há mais de 10 anos. E quando a gente observa os recursos comunicativos e efeitos que têm, as noções de certo e errado deixam de ter sentido.
Sempre tem café com bolo, sim, mas tem atividades de linguagem. A Unicamp fez uma reportagem bacana:
Nesse dia, uma das atividades era ver as fotos das obras de arte da Dona Vera e conversar sobre elas. O projetor no CCA não estava funcionando, então migramos para uma sala vazia.
Cheguei num dia, voltei no outro e fiquei hospedada na Casa do Professor
Visitante. Achei tudo certo e justo, só não lembrava mais das
distâncias.
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