Quando a onda grande a derrubou com sua água gelada, Agnes foi rolando e se virando de cabeça pra cima, acompanhando o movimento, sem se desesperar ou sentir medo. Mas se ela corresse pra areia em direção às dunas, nós é que ficávamos com medo. Porque passava muito jipe, SUV e picape pela praia. Tudo quanto é carro grande, às vezes com crianças no volante.
Enquanto a Europa desmonta o esquema do automóvel individual, no Brasil as pessoas querem brincar com seus carrões na praia. Não basta ostentar o carro na cidade: "agora nóis vamo invadir sua praia!!!" Quando reclamamos na pousada do perigo que esses carros representam, contaram que uma pessoa morreu atropelada na Praia do Cardoso, pouco antes do Farol de Santa Marta. Em função desse sacrifício humano, o prefeito providenciou um estacionamento de frente pra praia e fechou o acesso aos veículos motorizados.
Quando fomos a Camacho, onde a Lagoa de Jaguaruna se conecta com o oceano, observei que o estacionamento de carros era margeado por um dique de areia. Não creio que seja uma duna natural, mas resultado de uma política de contenção de carros na praia.
| Lagoa de Jaguaruna |
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