terça-feira, 3 de setembro de 2013

Joseph K

Assim como o personagem de Kafka, tento recorrer a todas as instâncias da máquina burocrática para resolver o meu caso. Como Joseph K, não entendo bem como surgiu o meu problema. Tal como Joseph K, não consigo conviver resignadamente com o imbróglio e me sinto ameaçada pelo desconhecido que me mostra que a minha palavra vale pouco ou quase nada e que confio mais nas funções das pessoas na máquina do que na capacidade das pessoas de cumprirem suas funções. Se eu fosse Joseph K, talvez descobrisse que o meu Processo foi um engano, uma falha no sistema, um descompasso imprevisto na burocracia; e teria vontade de me matar justamente porque o sistema deixou de funcionar como o previsto. Diferentemente de Joseph K, sobreviverei ao Processo e provavelmente terei que engolir um "desculpe o transtorno, mas é que aconteceu o seguinte..."

2 comentários:

Jonas disse...

Oi Lou! Tudo bem? Hmm... até menos melhor que encontrar-se em die Verwandlung, né? ;)

Faz muito tempo, né? Mora em RS hoje em dia?

Eu visitei o Brasil pela segunda vez esta (nossa) verão, visitando o Nordeste (Natal, Recife, Olinda, Salvador, Bahia, Tocantins). Trabalho em Hogeschool Utrecht (faculdade) hoje em dia, dando aulas de pesquisa. Tô gostando muito.

Vai se casar, que legal! Parecem muito feliz nas fotos, parabéns!

Tenho um novo blog, em português: http://macazinha-ovinho.blogspot.nl/ . Dá uma olhadinha se quiser.

Abraço!

iglou disse...

Jonge, jonge! Jonas??

Rapaz, eu fico impressionada como você se comunica bem em português. Eu morei um ano na Holanda e não aprendi quase nada, que vergonha. Gostei da iniciativa do seu novo blog. E quando voltar ao Brasil, avisa, viu?

Fico feliz que esteja satisfeito com a sua profissão. Em Utrecht está perto do seu pai e da sua irmã, não é?

Sim, vamos nos casar, Luis e Lou. Finalmente vamos morar juntos, não no telefone ou na tela do Skype.