quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Sonhos antes de viradas

Pouco antes de voltar ao Brasil, ainda morando na casa dos meus pais em Nordwohlde, quando eu estava prestes a sair de casa, atravessar o oceano e terminar os estudos na USP e morar em São Paulo, na casa da amiga dos meus pais, eu tive um sonho. No sonho, minha mãe e eu estávamos num carro conversível, com o teto aberto e eu tinha um novelo de lã na mão. Joguei o novelo por cima do ombro e segurei uma ponta do fio, tranquilizando a minha mãe: eu saberei o caminho de volta, o fio de Ariadne vai me conduzir.


Ontem tive uma conversa com Samilo Takara, que será o próximo editor da EDUFRO. Ele estava animado com a perspectiva de se aventurar nesse universo do livro, mas um tanto inseguro quanto à burocracia. Prometi a ele que faríamos a transição e que eu lhe ensinaria o caminho das pedras. Por fim, ele pensou que seria interessante montarmos um plano de ação para os próximos 5 anos. 

A agenda da Reitora estava lotada e o único horário possível pra nos receber, Samilo e eu, era às 8h de hoje. Meu medo era que Agnes demorasse pra acordar, sair da cama, comer, escovar dentes, se vestir, por isso anunciei ontem que teríamos que acordar cedão hoje e agilizar a saída pra escola. 

Durante toda a noite eu sonhei muito e acordei várias vezes. Sonhava com engrenagens, com máquinas de papelão que precisavam se mover e que eu testava. Entregar o cargo de editora não está sendo um alívio, mas uma missão de dar ao próximo condições de manter o trabalho realizado até aqui e criar uma marca própria.

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