quarta-feira, 1 de junho de 2022

Varal de frases

Primeiro, a preparação. Passei boa parte do domingo na função, com ajuda da Agnes. Ela traçou linhas, organizou as cartolinas coloridas por tamanho e deixou algumas marcas em alguns lugares secretos.

A ideia era que os alunos montassem frases de acordo com uma estrutura dada. Representei algumas estruturas em esquema arbóreo pra fazer eles entenderem que, por mais que falemos ou escrevamos uma palavra depois da outra, nossas frases são planejadas hierarquicamente. Eu não sou gerativista, mas esse tipo de representação ajuda.

Combinamos que a cada um dos 4 tipos de sintagma corresponderia uma cor de cartolina. Sintagmas verbais seriam escritos em cartolina amarela e assim adiante.
Os sinais de pontuação vieram em pregadores de roupa. Distribuí a quantidade de finalizadores (ponto, exclamação, interrogação e reticências) de acordo com o número de frases e dei uns outros sinais de bônus. Quando acabou a aula, reparei que o travessão, ponto e vírgula e dois pontos não tiveram espaço no varal. É, faz sentido: eles não cabem bem em períodos simples.
A fotógrafa não pegou o sinal de interrogação...


Passamos muito tempo envolvidos na tarefa - e o que mais custou neurônios foi a conversão das árvores em frases linearmente ordenadas. No entanto, na vida real, essa tarefa de converter uma estrutura hierárquica em uma linha de palavras é mental e "automática".
O varal de frases exposto na sala não é decorativo, mas resultado de um aprendizado.

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