Uma das minhas orientandas de PIBIC avisou que toda a família em volta dela está gripada e que uma pessoa testou positivo pra covid, outra testou negativo. Ela, no entanto, estava sem sintomas e perguntava se esse cenário de alguma forma afetaria o nosso primeiro encontro presencial.
Respondi perguntando se ela faria o teste. Os testes são estigmatizados, as pessoas na fila do teste devem sofrer com os olhares dos outros - além do peso da incerteza que carregam consigo. A resposta dela foi evasiva, mas horas depois veio a imagem do resultado: negativo.
A testagem deveria ser acessível, normal e fonte de informações para estudos sobre variantes, mutações e infecções. Essa moça foi fazer o teste por minha causa, pelo medo de colocar a minha família em risco. Espero que essa tenha sido uma das lições aprendidas durante a iniciação científica: testar é um método, não uma exceção.
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