segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Mesmo nome

Eu tinha levado duas caixas contendo livros para o malote interno da universidade redistribuir para os campi do interior. A diretora da seção me ligou dizendo que não podia mandar caixas, que tudo que vai pelo malote precisa estar em envelopes.

Agnes foi comigo no campus. Com uma sacola de envelopes embaixo do braço e gatos no encalço, fomos no protocolo. O rapaz lá disse que uma caixa, menorzinha, tava no jeito. Desfiz a outra caixa e fui tentando colocar os livros nos envelopes. Ele percebeu que eu gastaria muitos envelopes e sugeriu que eu dividisse os 40 livros em dois grandes blocos e embalasse cada bloco. Como eu tinha papel kraft na EDUFRO, avisei que ia lá, buscar o papel.

Agnes, eu e os gatos fomos até a biblioteca. No caminho, ela perguntou: 

- Pra onde a gente vai?

- Na editora, buscar papel.

- Quem é a editora? 

- Sou eu.

- A gente vai até você mesma????

- Não, é o mesmo nome: a editora é um lugar, mas também é uma pessoa.

A Biblioteca Central (dentro da qual fica localizada a editora) estava fechada. Eu tenho a chave da EDUFRO, mas não da Biblioteca. Voltamos. Antes de chegar no protocolo, cruzamos com o Luã.

- Oh, Luã, cê tá na Biblioteca?

- Sim, professora. Tá precisando ir na EDUFRO?

- Estou, sim. Pode abrir pra nós?

 

- Mamãe, mamãe, mamãe!!!! Como você chamou esse moço?

- Luã.

- E o seu nome, mamãe, não é Luan também?

- O meu nome também é Lou-Ann.

- Como pode, o mesmo nome pra homem e pra mulher?

- Os nomes são escritos de jeitos diferentes.

- Ah, tá...

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