quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O Grito dos Excluídos

Gabriel e Agnes comendo pipocas FORA TEMER do MAB
O desfile de 7 de setembro tem uma outra dimensão em Porto Velho que em outros lugares do Brasil. Porque aqui, fronteira do país e Amazônia, a presença militar é forte, de modo que grande parte do público veio ver familiares desfilando. E notamos que as pessoas valorizam esse evento (quase tanto quanto o carnaval), porque o clima é de festa na cidade.

Chegamos 1 hora atrasados, ainda assim antes do começo do desfile. As bandeiras do MAB e os cartazes FORA TEMER estavam ali onde havia barulho. Movimentos sociais e igreja católica trouxeram por volta de 100 pessoas para frente do palanque das autoridades para performar o Grito dos Excluídos.
... a luta é todo dia!
Saímos antes do fim, para evitar o tumulto das multidões. Ao sairmos, a voz no microfone anunciava a parceria da Maçonaria e fez uma explicação e propaganda cheia de substantivos majestáticos (eu sei que isso não existe, mas foi assim que soaram "ética, moral e fraternidade"). Daí começaram a cair pingos de água do céu e nós ainda estávamos na altura das crianças das escolas que iam desfilar esperando pra entrar na avenida. A chuva foi engrossando e quando finalmente chegamos no carro, eu já estava ensopada.

Não sei o que aconteceu na Av. Imigrantes, mas desconfio que o desfile tenha sido interrompido pela chuva (e não pelo Grito dos Excluídos).

Um comentário:

Rafaela Ramos Da Silva disse...

Professora, a senhora falou tudo. Em porto velho, o sete de Setembro tem outra dimensão mesmo. Lembro até hoje o espanto que tive quando percebi que as pessoas gostam e prestigiam o evento. No Rio, seria mais um dia pra ir à praia. Embora esteja aqui há três anos, o sete de Setembro ainda simboliza isso na minha cabeça.