sábado, 16 de maio de 2026

Mais um siso se foi

Uns vinte anos atrás, os dois sisos de cima me foram extraídos. Os de baixo ficaram. Ao longo do último ano, as cáries foram se instalando nos sisos de baixo e o dentista disse que não valia a pena restaurar siso, que era melhor extrair.

Marcamos a cirurgia pra 16h30 da sexta-feira. Na véspera, a secretária avisou que o cliente das 15h30 tinha faltado e perguntou se eu não podia chegar antes. Posso. Um tempo depois, avisou que o cliente das 14h30 também tinha desmarcado. Posso. 

Saí de lá às 17h30. Foi um parto. Pra dentista e pra assistente foi uma luta. A dentista olhava pra imagem do raio x e ficava se perguntando como é que as raízes estavam posicionadas. Quando eu esquivava, ela perguntava se era dor ou pressão que eu sentia. Pra exemplificar pressão, ela apertou o meu ombro. Mas o que eu sentia era o alicate (que ela chamava de fórceps) puxando o meu dente pra fora - o contrário de pressão. A dentista foi me enchendo de anestesia durante o processo, cheguei a ficar exausta de tanta contração. No final, eu não sentia mais nem dor nem pressão, só era assombrada pelos sons de dente quebrando. 

Me deu atestado de 5 dias. Com a cabeça cheia de anestesia, fui buscar Agnes no contraturno e as minhas coisas no MPI. Quando for extrair o outro, que ainda falta, vou numa segunda-feira, pra esse atestado ser melhor aproveitado. E vou avisar que 1h não será suficiente.

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