Em Porto Velho, a melhor cobertura médica era da Unimed. Percebemos o movimento da própria seguradora de descredenciar médicos e concentrar os atendimentos no Hospital da Unimed ao longo dos anos. Daí viemos pra Brasília, onde não encontramos nenhum médico credenciado à Unimed. Descobrimos que em Brasília existe um lugar que concentra todos os serviços chamado Espaço Saúde.
Como é um lugar novo, não conta ainda com muitas especialidades. Por exemplo, o pediatra da Agnes a encaminhou para dois médicos que não estão no Espaço Saúde da Unimed.
Ontem Agnes tinha consulta com o pediatra e Luis a levaria. Esqueci de separar, além do documento e carteirinha de vacinação dela, a carteirinha do convênio. Quando ele me avisou que faltava a carteirinha, peguei o meu celular, abri o aplicativo e procurei a carteirinha digital. Não constava. Tentei entrar com o meu CPF, mas não dava pra fazer nada a não ser ser impedida de cadastrar algo já cadastrado e que não era recuperável. Fiquei bem uma hora tentando mandar qualquer informação relevante pro Luis pra que Agnes pudesse ser atendida.
Liguei na Unimed Nacional que me disse que eu não estou cadastrada e que era pra eu ligar pra Unimed de Rondônia. Lá eu consegui finalmente o número da carteirinha da Agnes - mediante a informação do CPF dela, que eu recuperei numa foto de 2021 armazenada no meu celular. Consegui também o número da minha carteirinha Unimed. Nada disso adiantou. A atendente dizia pro Luis que faltava um dígito. Não teve remédio a não ser sair do trabalho, ir pra casa, pegar a carteirinha física e levar no Espaço Saúde da Unimed.
Chegando lá, Luis disse que tinha reunião e quem entrou no consultório com a criança fui eu. Perdi a tarde toda por ter esquecido a carteirinha de plástico. Nem a Unimed nem o aplicativo ajudaram, afinal de contas, o número escrito na carteirinha era completamente diferente dos números que me foram informados pela Unimed.
Hoje eu tinha consulta com o ginecologista porque eu preciso fazer exames periódicos enquanto servidora. O ginecologista colheu material do Papa Nicolau e me deu o tubo branco. Disse que era pra eu levar no laboratório, no andar de cima. Levei e depois de muito tempo de consulta aos colegas, a moça atrás do balcão me disse que a análise do material coletado não estava autorizada pela Unimed. Sugeriu que eu fosse em outro laboratório.
Fui com o meu tubo branco até outro laboratório. A atendente abriu o frasco, conversou com as colegas e me deu duas luvas de plástico. O médico deveria ter identificado a lâmina em que estava a amostra com as minhas iniciais. Ela, como atendente, não podia fazer isso, mas eu podia. Eu tinha que lavar as mãos, colocar as luvas e escrever as minhas iniciais com um lápis na lâmina de vidro em que estava (em algum lugar) material coletado. Cuidado pra não contaminar!
Estamos avaliando se vale a pena seguir com a Unimed aqui em Brasília.































