Elas enfeitam Campinas, muita gente faz colares, pulseiras e outras coisas com suas sementes, e eu me alegro com suas cores fortes.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Flamboyant
Quando cheguei aqui em Campinas, reparei que muitas coisas tinham esse nome: Flamboyant. Na boca do povo, ficava algo como framboiã, ao passo que na minha cabeça era flamboiante. Quando me disseram que o nome vem do francês, significando vermelho, em chamas, brasil, pude relacionar a árvore ao seu nome.
Elas enfeitam Campinas, muita gente faz colares, pulseiras e outras coisas com suas sementes, e eu me alegro com suas cores fortes.
Elas enfeitam Campinas, muita gente faz colares, pulseiras e outras coisas com suas sementes, e eu me alegro com suas cores fortes.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Outra defesa de monografia
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Defesa de monografia
sábado, 24 de novembro de 2007
Pinda ni mim
Mais um sábado de Teia do Saber em Pindamonhangaba. Mais pro meio da tarde, quando as nuvens se amontoavam lá na serra e o calor estava inclemente, uma professora me perguntou:
Oh, pro*, você tá mancando?
Tô.
Por que?
Porque vai chover forte hoje.
*diminutivo carinhoso pra "professora", equivalente a "fessora", "dona" ou "tia Lou".
Oh, pro*, você tá mancando?
Tô.
Por que?
Porque vai chover forte hoje.
*diminutivo carinhoso pra "professora", equivalente a "fessora", "dona" ou "tia Lou".
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
A lama
Não atolamos nas ruas do Guaraú, nem no caminho pra Barra do Una, que são 18km de estrada de terra. Atolamos na frente de casa, manobrando pra sair. Eu estava estrategicamente posicionada quando os pneus da frente finalmente pararam de girar em falso e tomei uma chuva de lama. Estávamos atrasadas pra ir pra canoagem que já estava paga. Chegando lá, perguntaram se eu tava voltando do mangue.
Barra do Una

O gigante adormecido está deitado no fundo. A cabeça está ao lado direito da foto, os pés tocam o mar. De lá pra cá, segue uma faixa de terra, área da Juréia. Aí entra o rio Una. (Não é o filete de água no meio da foto.) Entre o rio e as pedras que levam à segunda praia são 2 km.
O rio Una é o que mais muda nessa aldeia de pescadores chamada Barra do Una. Dessa vez estava largo e raso. Provavelmente porque choveu muito pouco entre junho e setembro.
Muitas concinhas, pouca gente e maré baixa. Essa pessoa lá longe é a Olga.
Olga foi operada dos pés por causa da joanete e ainda tem um pé inchado. Passamos por processos de reabilitação similares e temos parafusos de titânio nos pés. Ela tem um em cada pé, eu tenho sete no pé direito. Pra nós duas - com os pés problemáticos - foi uma aventura passar as pedras pra chegar na segunda e na terceira praia depois de Una ( e depois voltar...). Sinto que esse exercício melhorou a mobilidade do meu pé.
Descansando.
Eco-canoagem
Essas são fotos de Paula.
Oito japoneses, parentes entre si, um casal de Campinas, outro casal, Olga e eu fizemos um passeio de canoa canadense pelo Guarauzinho, o canal que margeia a parte da "cidade" do Guaraú, junta com o rio Guaraú e deságua no mar.
Uma pousada perto da ponte sobre o Guarauzinho promove esse e outros tipos de Ecoturismo. O dono da pousada e instrutor de remo atende pelo nome de Remo. Combina.
Estes são Paula e Fábio, em cuja canoa naveguei.
Enquanto o sol não vem
Levamos jornal, quadrinhos e livros; e fomos trocando de material de leitura. Olga se empolgou na leitura do meu livro (Antropólogo em Marte, do Oliver Sacks) quando eu já tinha lido o livro dela, o jornal e os meus quadrinhos. Fiquei vendo vaga-lumes, ouvindo a chuva e pensando na vida enquanto ela lia sobre autistas-prodígios.
Não tínhamos vara de pescar, nem balde, nem nada dessas coisas de pescaria. Nos restou observar os outros pescando.
Olga tinha uma coisa a mais do que eu pra fazer enquanto não dava vontade de sair da casa: tricô.
Aí avistamos pedacinhos azuis do céu, o sol sorriu aquele sorriso amarelo e fui até o mar, ver o que o vento trazia. Lá, no rio Guaraú, vi gente remando em caiaques, e tive a brilhante idéia de convidar a Olga pra fazer canoagem.
Mais uma das fotos de Paula.
Flora na praia
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Fauna na praia
Olga e eu decidimos assim, de última hora, passar o feriadão duplamente emendado na praia. Mais precisamente, no Guaraú, uma praia depois de Peruíbe. Apesar de sabermos da chuva que nos amolaria nestes dias, descemos a serra e fomos à casa dos Stein. Carinhosamente apelidamos a casa de Steinhaus.
Me encantei com os animais que vi na casa: formigas gigantes.
Uma perereca que entrou pra dentro de casa assim que abri a porta. Saiu quando abri a janela.
Essa taturana muito doida, toda peluda, com cara de não sei que outro bicho e cheia de habilidades acrobáticas!
Acompanhei um caramujo saindo da sua casinha e depois se locomovendo em direção à porta aberta de casa.
Os vaga-lumes foram os animais que mais me encantaram. Como chovia muito, eles saíam de noite, entre 20:30 e 21:00, piscando pela paisagem, numa festa que dava gosto de ver. Um deles se perdeu em casa, e desisti de botar o veneno contra mosquito em respeito a ele, que piscava no teto da casa.
Siri - ou será um caranguejo? Este está morto e foi trazido pela maré na praia de Barra do Una.
Duas fotos feitas pela Paula. Paula era a moça que estava sentada no meio da canoa. Como eu estava ocupada em remar e consertar os desvios de percurso causados pelo nosso leme, o namorado da Paula, dei a máquina pra ela se divertir. Quem senta no meio não rema.
Pra fechar esta seção, um guaraú. Garça preta, em tupi.
Me encantei com os animais que vi na casa: formigas gigantes.
Uma perereca que entrou pra dentro de casa assim que abri a porta. Saiu quando abri a janela.
Essa taturana muito doida, toda peluda, com cara de não sei que outro bicho e cheia de habilidades acrobáticas!
Acompanhei um caramujo saindo da sua casinha e depois se locomovendo em direção à porta aberta de casa.
Os vaga-lumes foram os animais que mais me encantaram. Como chovia muito, eles saíam de noite, entre 20:30 e 21:00, piscando pela paisagem, numa festa que dava gosto de ver. Um deles se perdeu em casa, e desisti de botar o veneno contra mosquito em respeito a ele, que piscava no teto da casa.
Siri - ou será um caranguejo? Este está morto e foi trazido pela maré na praia de Barra do Una.
Duas fotos feitas pela Paula. Paula era a moça que estava sentada no meio da canoa. Como eu estava ocupada em remar e consertar os desvios de percurso causados pelo nosso leme, o namorado da Paula, dei a máquina pra ela se divertir. Quem senta no meio não rema.
Pra fechar esta seção, um guaraú. Garça preta, em tupi.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Wireless
Receita secreta
Eu sou uma pessoa que faz bolos, mas nunca dá a receita. E não é porque a receita sempre muda, ou porque ela varia de acordo com a disponibilidade dos ingredientes (tipo: se não tem casca de limão, vai de laranja, se não tem laranja também, vai mixirica, e assim adiante). Não, eu não dou a receita porque eu quero ter o monopólio dos bolos bons e quero que as pessoas sintam a minha falta quando eu mudar de casa e não tiver mais bolo em cima do fogão com um bilhete pedindo pra ser devorado com moderação.
Nunca dei a receita pros meus irmãos tapioquenses, mas isso não impediu o Ferrone de me espionar enquanto eu fazia um bolo e anotar o que ele observou. Anotou a receita secreta no nosso livro comunitário de receitas, que hoje tem seu lugar entre a receita de "Pão de queijo da Tia Zizi" e o "Cheesecake da Olga".
O Ruy, outro tapioquense que não mora mais na Oca, ligou aqui e pediu pra que eu pegasse o livro de receitas e lesse pra ele a receita do meu "bolo secreto", já que esta receita era diferente da minha receita de bolo (não sei de onde o Ferrone tirou essas medidas!!!).
Dei risada e revelei (explicando detalhes) a minha receita ao Ruy. Um momento histórico, quase me arrependi por ter compartilhado este conhecimento gastronômico.
Dois dias depois o Ruy liga, dizendo que fez o bolo, que ele tava bonitão, crescendo, e que quando ele olhou de novo pra dentro do forno, não viu mais o bolo. O bolo tinha explodido e se espalhado pelas paredes do forno. Bem feito! Continuo a detentora absoluta do segredo da receita!!!
Nunca dei a receita pros meus irmãos tapioquenses, mas isso não impediu o Ferrone de me espionar enquanto eu fazia um bolo e anotar o que ele observou. Anotou a receita secreta no nosso livro comunitário de receitas, que hoje tem seu lugar entre a receita de "Pão de queijo da Tia Zizi" e o "Cheesecake da Olga".
O Ruy, outro tapioquense que não mora mais na Oca, ligou aqui e pediu pra que eu pegasse o livro de receitas e lesse pra ele a receita do meu "bolo secreto", já que esta receita era diferente da minha receita de bolo (não sei de onde o Ferrone tirou essas medidas!!!).Dei risada e revelei (explicando detalhes) a minha receita ao Ruy. Um momento histórico, quase me arrependi por ter compartilhado este conhecimento gastronômico.
Dois dias depois o Ruy liga, dizendo que fez o bolo, que ele tava bonitão, crescendo, e que quando ele olhou de novo pra dentro do forno, não viu mais o bolo. O bolo tinha explodido e se espalhado pelas paredes do forno. Bem feito! Continuo a detentora absoluta do segredo da receita!!!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Esgrima com Everal
Aos domingos, de tarde, pra não sofrer muito, acontecem treinos de esgrima no Clube de Regatas Tietê. O clube está decadente, meio sem pessoas, material, reformas ou o esplendor dos anos 80. Everal agora é o mestre de armas e único a ensinar esgrima no clube. Os alunos dele são o filho, o amigo do filho, uma ex-esgrimista e um casal de amigos: Sueli e Paulo.
Estou segurando uma espada. Dá pra reparar que o punhal não é reto, mas tem uma forma anatômica que impede que a arma saia fácil da mão durante uma disputa.
Escola de Passos. Paulo está aprendendo a andar segurando a espada, mantendo e abaixando a guarda. Everal está usando a roupa de mestre, que mais parece meio avental de açougueiro.
Lendo revista
Domingo Olga tinha um monte de revista (críticas ao Curíntia na capa: ela trouxe essa de propósito!) e o jornal de domingo. Passei a manhã toda imersa na leitura dos textos e das imagens. O mais chocante aconteceu na leitura da combinação de reportagens com propagandas. Fotografei uma reportagem da Veja São Paulo sobre acidentes de carro, uma das maiores causas de morte violenta no Brasil. As propagandas enormes nas páginas adjacentes estão em total e completa dissonância com o conteúdo da reportagem sobre acidentalidade. Não quero crer que seja de propósito!
Reparem que tanto a guriazinha na foto de cima como a mulher fatal em vestido de gala fingindo trocar o bebê na foto acima estão olhando diretamente para a página ao lado, sorrindo para os destroços de carros acidentados. Não pode ter sido uma escolha consciente e proposital colocar justo estas propagandas no meio desta reportagem.
Cidade cinza
São Paulo vista do buzão
As pernas do Masp estão nesta foto, a barriga na outra.
Estou dentro do Term. Sto. Amaro que passa na Consolação, Paulista, Brigadeiro, Santo Amaro e chega ao seu destino. Uma longa viagem num ônibus lotado.
Pra quem nunca viu o terminal. Tem gente indo, vindo, se perdendo, perguntando, vendendo e comprando porcaritos no camelô, esperando na fila, mordendo as unhas pra esconder o nervosismo de quem sabe que vai chegar atrasado.
Pra fechar este post, uma foto de uma praça com um nome pouco comum: Dia do Senhor. Fica na Brigadeiro Luís Antônio, na altura do Parque Ibirapuera.
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