Assim que saiu a minha requisição para o Ministério dos Povos Indígenas, tive que procurar alguém que me substituísse como orientadora de PIBIC. Lucas topou o desafio de conduzir duas alunas até a reta final do Projeto, mas já estávamos com o relatório final bem encaminhado.
Nos Seminários PIBIC dos anos anteriores, o/a aluno/a costumava passar por uma situação parecida com a de prova oral, em que ele/a apresentava o que tinha sido desenvolvido ao longo de um ano para uma banca e uma sala cheia. Ano passado foi virtual, o que exigia do/a aluno/a habilidades técnicas (câmera, microfone, internet, compartilhar slides etc.). Dessa vez foi ainda diferente.
O/as aluno/as receberam a tarefa de elaborar banners (posters), o que exigia habilidades de resumo e diagramação. Nesse ciclo, só uma das minhas orientandas tinha bolsa; a outra, voluntária, não era obrigada a apresentar seu trabalho - e optou por não fazê-lo. Outra novidade era que os locais de exposição dos banners/posters não eram distribuídos em salas ou auditórios, mas na praça, no museu etc. A bichinha praguejou: nunca mais!
Júlia ficou brava com poster difícil de diagramar, com a ausência da orientadora (o evento não era híbrido), com a data da apresentação dela ser véspera de feriado e o local ser a praça. No horário da apresentação ainda caiu um pé d'água medonho. Ela mandava vídeos da chuva e se perguntava, ansiosa: como vão me avaliar agora? Onde eu penduro esse poster?
No fim do dia chegaram as fotos de homenagem e dos certificados em que elas (as duas) receberam menção honrosa pelo trabalho.
O melhor de tudo é que foram elas que escreveram o relatório final delas. Os créditos são delas! Deu vontade de estar em Porto Velho, no auditório da Reitoria, pra dar um abraço e os parabéns a elas.