sexta-feira, 29 de setembro de 2017

sábado, 23 de setembro de 2017

Oficina de Papel na Arirambas

Agnes e Luis saíram de casa meio sem café da manhã, com o carro lotado de galões de água, pratos, talhares, copos, bacias e baldes. Eu fui depois, de bicicleta.
Dizem que a gente nunca esquece como se anda de bicicleta, mas eu me senti reaprendendo tudo desde o momento que sentei no selim: essa é a altura correta? Pra diminuir a marcha da coroa uso o dedão ou indicador? Ih, errei na subida...
Quando cheguei naquela subidona da Rogério Weber, com o coração quase me saindo pela boca, lembrei de como era importante inclinar o corpo pra frente, interagir com a bicicleta distribuindo peso.
Depois que atravessei a ponte, veio o trecho em estrada de chão. Se as pernas já estavam sacudidas pelo esforço, agora era a vez dos braços formigarem de tanto tremerem.
Lago do Maravilha
A estrada de terra está muito boa, mas os abismos desbarrancados assustam um pouco.

O pessoal vem pescar nesse pedral
A boca do Maravilha, pouco antes de desaguar no Madeira
Demorei um pouco mais de uma hora pra chegar na casa do Jairo (Arirambas). O suadouro vem depois que a gente para. Durante a trajeto, tem vento na cara e eu nem senti que estava pedalando ao meio-dia.
A oficina de papel já tinha produzido diversos exemplares e Seone me guiou pelo processo (e pelos baldes e bacias em que há matéria-prima pronta pra virar papel).
Cida e Agnes

Jairo

Não dava mais tempo de participar da oficina, então registrei o que tinha sido produzido.
Damian com máscaras e chapéu de fibra de bananeira

Papéis expostos pra secarem


Luis contou que todos pararam pra ver Agnes brincando com as crianças e que foi muito bom ver como as crianças mais velhas que ela a protegiam (de quedas e outros embaraços) e cuidavam dela durante o corre-corre. Pena que eu não tinha chegado ainda.
Nos próximos dois sábados tem mais oficinas (biojoias e de articulação). A programação completa está aqui.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mein Freund, der Baum

Damian e Jairo já subiram no coqueiro e tiraram cocos de lá - e Agnes olhando. Não é à toa que ela sabe falar "coco" e adora sentar aos seus pés pra cavocar a terra, coletar coquinhos, flores de coco e o que mais tem ali. Agora descobriu um assento na raíz.

Quando nós entramos nessa casa, dois anos atrás, esse coqueiro parecia morto. De tanto regar a terra e lhe dar atenção, nos retribuiu com muitos frutos. A água é meio passada, mas se deixar o coco secar, a gente tira a polpa branca e grossa.

Vamos brincar de quebra-cabeça?

 Funciona assim, mamãe: eu sento em cima do quebra-cabeça
 E você quebra a cabeça pra me tirar daqui sem chorar.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O Grito dos Excluídos

Gabriel e Agnes comendo pipocas FORA TEMER do MAB
O desfile de 7 de setembro tem uma outra dimensão em Porto Velho que em outros lugares do Brasil. Porque aqui, fronteira do país e Amazônia, a presença militar é forte, de modo que grande parte do público veio ver familiares desfilando. E notamos que as pessoas valorizam esse evento (quase tanto quanto o carnaval), porque o clima é de festa na cidade.

Chegamos 1 hora atrasados, ainda assim antes do começo do desfile. As bandeiras do MAB e os cartazes FORA TEMER estavam ali onde havia barulho. Movimentos sociais e igreja católica trouxeram por volta de 100 pessoas para frente do palanque das autoridades para performar o Grito dos Excluídos.
... a luta é todo dia!
Saímos antes do fim, para evitar o tumulto das multidões. Ao sairmos, a voz no microfone anunciava a parceria da Maçonaria e fez uma explicação e propaganda cheia de substantivos majestáticos (eu sei que isso não existe, mas foi assim que soaram "ética, moral e fraternidade"). Daí começaram a cair pingos de água do céu e nós ainda estávamos na altura das crianças das escolas que iam desfilar esperando pra entrar na avenida. A chuva foi engrossando e quando finalmente chegamos no carro, eu já estava ensopada.

Não sei o que aconteceu na Av. Imigrantes, mas desconfio que o desfile tenha sido interrompido pela chuva (e não pelo Grito dos Excluídos).

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Natação para bebês

Procurei em muitas escolas de natação em Porto Velho. A maioria tem natação para crianças a partir dos 4 anos, só duas tinham natação para bebês. Dessas duas, só uma tinha piscina com água aquecida (mas o chuveiro é frio, então Agnes esperneia bastante).

Fui numa aula-teste sem a Agnes, pra acompanhar a turma com uma boneca de plástico. As atividades de movimentação na água são vinculadas a musiquinhas e a aula foi estressante pra mim, porque todos os bebês choraram muito.

Quando entrei com a Agnes na piscina, os bebês que tinham chorado na aula anterior faltaram. Só duas crianças tinham vindo e Agnes virou peixe. Foi uma ótima primeira aula: sem traumas, sem choro, só alegria. Mentira: ela chorou sim, mas foi na hora de sair da piscina.

Decidimos continuar com a natação - que é bem melhor que creche.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Aumentou a família

Dois filhotes e a mãe à direita, pra se ter uma ideia de tamanho
Os nossos porquinhos-da-índia (que apenas chamamos de "bichinhos") deram cria. Não sabemos bem quando eles nasceram, nem quantos eram originalmente. Reparamos que a porquinha (reconhecível pelas orelhas rosadas) estava gorda, devagar e comendo vorazmente, atrevendo-se a disputar a comida das galinhas e não se importando com a nossa proximidade. Aí apareceram esses três filhotes: um todo branco, que fecha os olhos vermelhos pra comer, outro quase todo preto e o terceiro mais branco que preto.
Os três filhotes
Mesmo que a gente alimente as galinhas primeiro, em lugar diferente, elas sempre gostam mais de passear em cima da comida dos porquinhos-da-índia e bicar as frutas deles. As galinhas parecem devotar a vida à procura de alimento.
As galinhas que comem tudo - o tempo todo