
Cachoeira de Aparecida, perto de São Martinho, a 22km de Termas de Gravatal.
Procuramos seguir as placas que indicavam "Informações turísticas" em São Martinho, mas acabamos dando voltas no centro, lentificando o trânsito local e praguejando contra esse povo que coloca placas pouco precisas pra todo mundo ver. Um vendedor de loja me deu as informações que eu precisava pra chegar na casa que fica do lado do rio e onde se pode comprar biscoitos (referências da minha vó). Seguimos a Vargem do Cedro e depois de muitas curvas encontramos o Fluss Haus.
Na volta, demos uma passada no Salto da Capivara.
Acho legal observar como é divertido aprender habilidades novas. Quando o Sales aprendeu a tocar sanfona, por exemplo, ele contava pra todo mundo como ele tava conseguindo coordenar os movimentos necessários pra tirar som da gaita. Andava pela casa tocando sanfona e ficava super empolgado com os seus progressos. Agora todos da Oca sabem que ele sabe tocar 2 músicas e está aprendendo uma terceira, de Natal.
Viajar é preciso. Simples assim. Por maior que seja o conforto no hotel em Termas do Gravatal, é preciso ir aos lugares legais de se ver, é preciso movimentar-se no espaço. Seguimos por Braço do Norte, São Ludgero, Orleans e Lauro Müller à Serra do Rio do Rastro (tente pronunciar isso com todos os R vibrantes!)
Chuvinha fina ou neblina, não dava pra discernir o que fazia a umidade do ar subir a 100% depois de várias muitas milhares de curvas. Nem percebi que passei pelas 12 curvas cartão-postálicas, porque eu tava concentrada na traseira de um caminhão muito grande e muito lento.
Lá em cima tinha um mirante com uma bela vista pruma brancura exuberante. Pra divertir os turistas, tinha quatis e lojinhas de souvenires. 
Conforme descíamos, a neblina ia se dissipando. O Google Maps me informou que são 67,5 km de Termas do Gravatal à Serra do Rio do Rastro, factíveis em 59 minutos. Não sei quanto tempo levamos, mas estávamos de volta ao hotel pro almoço.
Hans Jürgen, meu tio, tava aqui por perto, onde estão montando uma ecovila, e deu uma passada aqui. A ecovila deles é uma terreno muito imenso, que foi comprado em conjunto com 36 famílias e não serve exatamente de moradia (ainda estão planejando a construção de casas com material ecologicamente agradável, dando preferência pra materiais locais), mas principalmente (80%) de área de preservação. Em 10% da área, querem plantar em regime de permacultura (não uma safra que arranca tudo da terra e depois outro plantio, mas o plantio de coisas mais permanentes, incluindo a atividade de animais que criam um eco-sistema próprio) para ganhar dinheiro que será investido nas moradias, que são mais pra lazer que pra serem moradas permanentes das 36 famílias.
Água quentinha, piscina grande e bastante sol. Pena que esqueci meus óculos e touca de natação e que tem muito hóspede boiando na piscina. Hm, pois é, aqui em Termas a maioria da água termal é captada em hotéis. Tem um aquaparque que cobra R$ 16,00 a diária. Mas é mais apinhado de gente e tem estrutura pra lazer mesmo (tobogã, piscina pras crianças, muitas cadeiras de praia). Não é pra treinar natação...
Como o nosso hotel não tem parque ou gramado ou natureza verde, damos nossos passeios matutinos nos outros hotéis. Turismo meio muito preso ao hotel, mas é o que há em Termas.
Olha só quem tava me esperando no meu quarto em Gramado. Será que é a mesma do ano passado? Confira.
Ungeheures Ungeziefer não aponta diretamente pra barata, que acreditamos ter sido a meta da metamorfose de Gregor Samsa.
Meu grande irmão teve uma idéia genial: conversar com a Oma por Skype. Philip foi na casa dos pais da Julia e se conectou ao Skype da Sophia (irmã da Julia) e me escreveu. Enquanto eu digitava a resposta, a minha mãe telefonou e o Philip atendeu a minha chamada no Skype. Pronto. Eu estava em Gramado, na casa da minha vó, falando com os meus pais no telefone e com o meu irmão no Skype. Olha só que avanço tecnológico propiciando a união familiar!!!
Quis comemorar o meu título de doutora com uma grande volta de bicicleta. Caldo, esse moço sorridente, quis fazer uma cicloviagem, pra ver como é que é. Sugeri o trajeto casa - Jaguariúna - Pedreira - Arcadas - Amparo - Morungaba - D. Pedro - casa. Pelos meus cálculos, daria 120km.
As subidas no trajeto não são suaves (subíamos a 9km por hora e descíamos a 50), não tem acostamento em boa parte do percurso, tem muito caminhão, um sol de chuva e uma secura danada na boca. Caldo é esportista e me acompanhou bem (média de 20km por hora), mas em Amparo (meio do caminho) mudamos os nossos planos: fomos do restaurante pra rodoviária.
O moço do guichê não quis nos vender passagem pra Campinas quando viu que estávamos de bicicleta. Disse que o ônibus vem de Ouro Fino e pode não haver espaço pras bicicletas no bagageiro. Duas caixas enormes foram desembarcadas e deram lugar às nossas magrelas. Da rodoviária de Campinas foram mais 10km, pedalados com muita força no pé e os olhos agoniados voltados pras nuvens escuras armando a chuva no céu.
Não, ele não podia descansar. 

Caixas de feira são a base. Mas como os vãos entre uma tabuinha e outra são grandes, completamos a caixa com mais tábuas.
Terra foi peneiradada e medida. Sim, Régis cortou o cabelo.
Usamos cinco medidas de terra pra uma de cal, uma de areia, uma de cimento, água conforme a necessidade e fibra de bambu pra dar a liga depois na jardineira.
A cal é cruel: tranca a garganta.
Cal com terra: musculação.
Cal com terra e água: um nível mais puxado de musculação.
Massa de cal com terra, água e fibra: só para quem tem fibra.
"Meter a mão na massa" seria "bobinho", porque a cal não faz bem pra pele. Como não temos mais as luvas que a Renata usava pra lavar louça, usamos sacolas de supermercado mesmo.
Descobri que se não amarrava a sacola no punho, eu sujava menos a mão, porque eu não rasgava o plástico fino da sacola. Cada qual com os seus caracol.
Revestimos a estrutura de madeira das caixas de feira reforçadas com a mistura de terra que fizemos.
Voilá! Ela vai secar por umas duas semanas, rachar algumas vezes e ser remendada por algum de nós e então nos servirá de jardineira. Insisto em lembrar que Régis, Renato e Andréia trabalham com isso e podem ser contactados através do Equilibrius (http://www.equilibrius.com.br/).