terça-feira, 30 de setembro de 2025

Vestígios da Floresta

 

A sobrecapa (luva) que cobre a capa do livro é tipo aquele papel manteiga (mas não é) que usávamos na escola nas aulas de Geografia pra desenhar mapas por cima de mapas existentes. Essa sobrecapa deixa adivinhar uma imagem na capa. Onde não tem letras impressas, a sobrecapa revela o vulto de uma criança. É como um avistamento. A capa mesmo, linda - mas escondida - é uma foto do Sebastião Salgado. Uma foto que coloca no centro o mateiro José Lopes dos Sales Apurinã. A segunda capa, verso da capa, é toda marrom – e a textura do papel escolhido pra ser a capa me lembra a casca de uma árvore. A terceira capa não abre porque forma um envelope que guarda um caderno fino impresso em papel verde intitulado “Notas botânicas”. A gramatura desse encarte e das folhas que compõem o livro todo é alta para um livro (uma Bíblia pode ser mais leve que esse livro de 180 páginas). A contracapa (quarta capa) exibe uma sinopse assinada por Manuela Carneiro da Cunha. E o prefácio é de Sebastião Salgado.

A paleta de cores que compõem o livro é vegetal: do marrom ao verde (claro, escuro, abacate), passando por algumas páginas azuis, roxas, bege e creme. A tinta é sempre preta. Nela, diferentes vozes são registradas por escrito sobre cores de papel variadas: os depoimentos de José Lopes dos Sales Apurinã, Mandeí Juma, Amanda Villa, Eduardo Góes Noves, Sueli Maxacali, Joana Cabral de Oliveira, Atxu Marimã e Karen Shiratori se diferenciam graficamente do miolo do texto, escrito por Daniel Cangussu em papel pólen. Outra diferenciação gráfica é que os textos dos coautores são dispostos em duas colunas, ao passo que o texto do miolo é disposto numa coluna, salpicado de imagens registradas em campo. O livro do Daniel Cangussu saiu em 2024 pela Edições Sesc.

Uma coisa é analisar o mapa, outra coisa é percorrer o caminho. O objeto livro já diz muito sobre si: uma criança não alfabetizada que folheasse o livro teria um vislumbre do seu conteúdo sem acessar suas palavras.

Lendo o prefácio do Sebastião Salgado, lembrei de ter visto a exposição “Amazônia” no Museu do Amanhã (RJ) em 2022 e ter ficado impressionada com os indígenas que preferiam o céu dos guerreiros fortes e jovens. Como eu li o livro em grande parte na frente do computador, passei a rever as fotos em preto e branco, os mapas, consultar dicionários online e ler artigos/textos citados. Era como se o livro físico fosse cheio de hiperlinks (galhos) que levam a lugares específicos na tela do computador. Quando cheguei no penúltimo capítulo, impresso sobre um papel do mesmo verde do encarte escondido no envelope, tive a sensação de que o livro era um móbile: além do livro levar para nove notas botânicas, ainda havia notas de rodapé (tanto no livro como no encarte). Não me surpreenderia se as páginas do livro se abrissem como num livro pop-up para formar uma árvore.

Ler “Vestígios da Floresta” passa por ganhar um novo ponto de vista, perceber relações de mão dupla, aprender a ler vestígios. Começa pela política de não contato que – até onde eu percebi – foi feita, gerida e descrita por não indígenas. A impressão que tinha ficado do livro de entrevistas com sertanistas organizado pelo Felipe Milanez é o discurso de um dos sertanistas (não lembro qual deles) que era bom evitar o contato porque, depois do contato, eles "caem". Era um desses "pais" de povo que depois de muitos contatos se depara com o índio nu e forte e compara com aqueles que ele tinha contactado que passaram a se vestir, falar português e beber cachaça. Esse discurso de que eles "caem em desgraça" depois do contato também está no filme Xingu (2012), em que os irmãos Villas Boas são protagonistas. Antes de ler “Vestígios da Floresta”, eu tinha a impressão de que a decisão de não mais fazer contato com os povos que se isolam na mata, que não mantêm contato com sociedades humanas (indígenas ou não) era derivada dos genocídios que aconteceram por doenças que reduziam populações a um terço do que eram (antes do contato). Agora tenho a percepção de que os violentos ataques indígenas à FUNAI, a constante recusa de “presentes” ou interação e, de certa forma, a fama de alguns grupos isolados (flecheiros, os da borduna que amassam cabeças de inimigos) culminou na decisão de não contato.

Achei legal que a questão de gênero nas Frentes de Proteção Ambiental foi tratada: Amanda Villa conta que, para que uma mulher acompanhasse uma expedição, os homens da FUNAI consideraram que era preciso que outra mulher a acompanhasse – por causa de momentos delicados, como o banho. Eu fiquei pensando que se uma expedição fosse composta por várias mulheres e um homem, esse homem não precisaria de acompanhamento em momentos de vulnerabilidade.

O livro me mostrou de perto o trabalho de estudo e monitoramento de povos isolados sob o olhar de um biólogo que lê vestígios de grupos humanos no corpo de árvores – porque as árvores têm outro tempo que o nosso e não “cicatrizam” como nós: 

“Hoje sabemos que parte fundamental da nossa história foi escrita pelo idioma vegetal das grandes árvores” (p. 140). 

O leitor é iniciado numa botânica forense e passa a reconhecer “quebradas” de galhos para marcar o caminho/local de caçada ou coleta em galhos retorcidos ou mesmo troncos de castanheira bifurcados. Para me apropriar do tema da minha coordenação no MPI, eu já tinha lido sobre essas quebradas, mas nunca tinha parado pra pensar que a árvore segue se desenvolvendo com um galho quebrado – e que esse galho quebrado faz parte da memória de um povo. Além das quebradas, ainda tem as derrubadas – tanto pra alcançar mel como para alcançar frutos. Conforme me embrenhava na leitura, fui entendendo que não é todo povo que coleta mel, nem todo povo que derruba patauá: 

“[...] cada circunstância etnográfica é revestida de singularidade fitofisionômica [...]” (p. 149)

Pensando nos paradigmas científicos de Thomas Kuhn que se substituem porque paradigmas antigos caem por terra, podemos concluir que os valores e crenças que compõem esses paradigmas são fechados, propensos à ultrapassagem. O que todas as vozes desse livro defendem é a interação entre a ciência mateira/indígena com a nossa ciência – seja ela qual for: 

“Estar na posição de aprendiz da floresta demarca a responsabilidade política e científica de produzir um saber sobre o outro quando este recusa o contato, e esse saber engajado da ciência mateira demonstra que a boa ecologia amazônica é, também, uma forma de etnografia.” (Karen Shiratori, p. 158).

domingo, 28 de setembro de 2025

Sapucaia

 

Antes que as sapucaias fiquem com todas as folhas verdes, Luis e eu fizemos uma expedição fotográfica no Eixão nesse domingo. Quando eu vi as tampas dos ouriços no chão, procurei também pelas castanhas, mas não achei. Só vi essas castanhas dentro do ouriço quando cheguei em casa e botei os óculos.

Algumas sapucaias estão com flores mais brancas e folhas mais vinho. Quando tem duas árvores juntas, dá pra notar a diferença.

Eu ainda não entendi bem essas flores, e de alguma maneira me lembram as flores de uma árvore que eu via no Rio de Janeiro cheia de bolas (ouriços) presas ao tronco.


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Nimuendaju

 

Tive notícia do FestCine Brasília pelo Agente Secreto do Kleber Mendonça - cuja estreia eu perdi. Vi que hoje de tarde tinha um filme chamado Nimuendajú e fui ver. Entrei numa sala de cinema lotada de público escolar e me surpreendi com o fato do filme ser uma animação.

Ver o filme com turmas de escolas teve seu efeito: na cena em que ele volta para a esposa depois de longa viagem, apesar das cenas serem entrecortadas e sutis, o rebuliço foi geral na sala. Outra peculiaridade dessa sessão foi que, apesar de ter sido anunciado um debate com a diretora Tania Anaya, não havia mais público na sala quando as luzes se acenderam. Eu fui a última a levantar da cadeira. 

Uma das coisas mais úteis e interessantes que Marcus Garcia me "deu" foi o mapa de povos e línguas indígenas que Curt Nimuendajú elaborou - e o IPHAN digitalizou com algumas parcerias. Kurt Unkel chegou no Brasil em 1903 e foi adotado pelos guarani. Foram eles que deram ao alemão o nome que passou a usar: "aquele que conquistou o seu lugar no mundo”. Eu sabia do mapa e que Nimuendaju tinha trabalhado no SPI, fundado em 1910, antecessor da FUNAI e com vocação para "pacificar" e "amansar" os índios, ou seja, forçar contato para removê-los para reservas e parques a fim de que grandes empreendimentos (estradas ou mesmo latifundiários) pudessem se instalar.

Me surpreendi ao ver os guarani de roupa e marcando os lugares dos mortos enterrados com cruzes, mas depois lembrei da antiguidade do contato dos missionários com os guarani. Acho que ultimamente minha mente está tão ocupada com povos indígenas isolados e de recente contato que essa parte da colonização ficou longe. 

Não me surpreendi com o fato de Nimuendaju acreditar que os povos indígenas estavam próximos da extinção - afinal, ele trabalhava para o SPI e viu de perto o genocídio. Não sabia (mas podia adivinhar) que ele tinha enviado grande quantidade de artefatos indígenas para museus alemães. Essa brincadeira de enviar coleções inteiras pelo oceano pra casa começa com Darwin, passa por Peter Lund, Roosevelt e não termina com Nimuendaju. Quando os museus pediram para ele fazer a curadoria dos materiais, a esposa perguntou se ele a levaria para conhecer sua terra natal. Ele estranhou: Alemanha não é minha casa. Mas enviou grande parte da cultura material dos apinajé, xipaia, tikuna, kanela e tantos outros povos indígenas para esse "lugar seguro". E não levou a esposa - que só era a esposa de Belém (ele teve algumas esposas indígenas). 

Pelos kanela, ele brigou pela demarcação do território de ocupação ancestral. Mas, diferente dos povos que ele apoiava, Nimuendaju era volante: passava pra outro povo, voltava pra esposa, não dependia visceralmente do território. Mesmo assim, foi marcado para morrer aos 62 anos entre os tikuna. 

A diretora tinha contado, antes da exibição do filme, que demorou 10 anos pro filme de 84 minutos ficar pronto. Achei massa que conseguiram recuperar e misturar imagens de arquivo com a animação. E gostei de conhecer mais de perto esse etnólogo por vocação e formação prática.

domingo, 14 de setembro de 2025

Semana de isolamento

FUNAI, SESAI e MPI passaram uma semana reunidos para discutir um padrão de reação institucional articulada em casos de contato ou iminência de contato com indígenas isolados. Eu, que só conhecia as histórias dos sertanistas e de interações com isolados pela via da escrita, fiz questão de ir lá todos os dias e acompanhar as discussões. Nossa estrela guia era Jair Candor pela experiência com os Piripkura e Kawahiva do Rio Pardo no MT.

Jair Candor
No primeiro dia, já fui reconhecida como "professora Lou" e me enturmei facinho com o pessoal da FUNAI. Uns dias depois, Clarisse Jabur narrou o primeiro contato que aconteceu no igarapé Xinane em 2014. Havia 20 anos que não se tinha notícias de contato com povos indígenas isolados no Brasil e de repente a confusão se instalou. 7 pessoas fizeram contato com os Ashaninka no dia 07/07/2014, dia em que o Brasil perdeu de 7 x 1. A palavra CONTATO tem 7 letras...

Leopoldo, Gustavo, Leandro, Cangussu e William. Foto: Washington Costa/MPI
O intuito da oficina era visualizarmos cenários de contato para estabelecer protocolos de resposta articulada entre FUNAI na ponta, SESAI na retaguarda e MPI na articulação. Havia tabelas e cálculo de risco, até um exercício de simulação estava previsto, mas as histórias de contato pressionavam.
Foto: Washington Costa/MPI
Numa manhã, esperando o pessoal chegar, Fabrício me perguntou de onde eu era. Universidade Federal de Rondônia. UNIR? Tô querendo que um biólogo vá lá estudar a biodiversidade da TI Uru Eu Wau Wau. Falei do Narcísio, filho do Elias Bigio - que todos conhecem na FUNAI. Mundo pequeno, não?
Leopoldo, Cangussu, Luiz e William atrás, Fabrício de boné e Marco Aurélio

Na manhã em que finalmente faríamos o simulado (guiados pelo Gustavo que atua em situações de emergência e desastre e pensou graus variados de tensionamento pra nós), Fabrício anunciou que tinha encontrado um vídeo do contato de 2014 com os Korubo. A manhã toda foi dedicada a esse episódio em que os Korubo contactados em 1996 ajudaram no contato de 2014. Uma mulher korubo tinha uma picada de cobra na perna e o núcleo familiar dela fez o contato com os Kanamari. Não foi possível evitar ou reverter o contato por causa dos Korubo de 1996 que, 18 anos depois, reencontraram parentes e tinham dificuldade de compreender a finalidade de uma quarentena (que idealmente dura 14 dias e zera toda vez que for quebrada). 

Foto: Washington Costa/MPI

Os Korubo fizeram contato em 1996, em 2014, depois em 2015 já com um grupo maior e envolvendo os Matis. Depois ainda teve o contato de 2019 em que um Korubo dado como morto (tinha perdido parte do crânio) reapareceu firme e forte. Beatriz, que é antropóloga, tinha explicações históricas pra nos mostrar a complexidade das relações entre os povos Korubo, Matis e Kanamari. Beto Marubo, que fez parte da expedição em 2015, apareceu pra falar da situação atual dos Korubo.

O Fabrício tem uma maneira não muito linear de contar história, o que abriu brechas para as pessoas sentadas no semicírculo contribuírem para a trama. Luiz, sentado lá atrás, interrompia pra explicar por que os Korubo quiseram se vingar dos Matis. Lucas da SESAI, sentado perto da porta, explicou que, na visão dos Korubo, criança não morre, muito menos de tosse - olha aí a transmissão viral. Quando chegou na parte em que Fabrício foi sequestrado pelos Matis pintados de preto e usando máscara com palhas espetadas, Luziane, atrás de mim, interrompia pra contar que, na canoa interceptada, disseram pra ela que nada aconteceria com ela, que eles queriam era o Fabrício. A história ia sendo costurada com contribuições vindas de diferentes ângulos e pontos de vista. Fabrício - que tinha medo da fama dos Korubo, não dos Matis - contava que era acusado de ser mentiroso, de dizer pra todo mundo que os Matis tinham quebrado o motor 40 e também quebrado uma antena. Nem motor 40 nem antena faziam sentido, mas Fabrício lembrou que tinha reclamado em alto e bom som que eles tinham quebrado a quarentena. O que era pra ser o desenlace - levar os Korubo em quarentena para um acampamento longe dos Matis - desembocou na captura do chefe da Frente da FUNAI por uma falha linguística.

Mudou a dinâmica da imersão. Entendemos que podíamos avaliar questões práticas - quem e quando abre sala de situação? Quais equipes são mobilizadas? Quais são os indicadores de risco e vulnerabilidade? - a partir dos casos concretos. Ouvimos os relatos de interação com grupos isolados em 2024 no Vale do Javari em que o contato não se concretizou e em Humaitá no Envira em que houve 2 eventos de interação com grupos isolados, um deles envolvendo provavelmente os mashko piro. No último dia, depois de ouvir o relato de Mamoriá Grande que aconteceu em fevereiro deste ano na jurisdição da Frente Madeira-Purus, fomos à simulação - que envolvia um monte de calamidade e catástrofe, mas não dava rosto aos isolados como os relatos deram.

Enquanto eu não participar de uma expedição, meu contato com indígenas em isolamento voluntário sempre será indireto. Interagir com esses caras durante essa semana foi muito mais vívido que qualquer livro pode ser.

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

A família diminuiu

Recebi mensagem da Elisa, a esposa do Ernesto, irmão do Luis. Informava que Ernesto tinha sido submetido a cirurgia do abdome, que a cirurgia foi longa e difícil, que Ernesto perdeu muito sangue e veio a falecer. Tive que ler essa última oração mais de uma vez. 

Luis levantou e começou a procurar passagem pra Campinas. Em seguida passou a juntar os parentes. O velório começou a se materializar, os primos deram retorno, as tias fizeram a notícia correr. Levei o Luis no aeroporto, mas antes passamos na escola, pra avisar Agnes. 

Pedro, Elisa, Ernesto e Rodrigo

Um anúncio foi publicado na Folha de S. Paulo e as pessoas vieram se despedir do Ernesto Garzon Novoa. Agora Luis é o último do seu núcleo familiar (mãe, irmã, pai, madrasta e agora irmão).


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Pequenos pontos de conexão

Meu chefe imediato se chama Rodolfo Ilário da Silva. O orientador do Renato e organizador de muitos livros e manuais de Linguística é o Rodolfo Ilari. Coincidência que os nomes sejam tão vizinhos...

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A chefe do meu chefe é Beatriz de Almeida Matos. Esse "de Almeida" do meio sempre ficou meio apagado, exceto quando li que o nome da mãe da Bia era Maria Inês de Almeida. Maria Inês foi orientadora da Cynthia Barra. Passei a ver Beatriz com outros olhos: deixou de ser a viúva do Bruno Pereira e passou a ser a filha da orientadora da minha amiga. Peguei o celular e escrevi pra Cynthia que me respondeu longamente explicando mais ou menos como vai a vida dela e quando pretende nos visitar. Um pequeno ponto biográfico reatou uma amizade antiga.

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Começou hoje uma Oficina de Planos de Contingenciamento organizada pela SESAI, FUNAI e MPI. Não consegui ir na parte da manhã, mas quando apareci de tarde, logo me pediram pra eu me apresentar. Eu disse que eu sou Lou - e que se escreve L - O - U. Em seguida passou a lista de presença em que devíamos escrever nossos dados em letra caprichada, pra nos inserirem em listas e grupos. A lista rodou pra direita e de repente o rapaz que segurava a lista de presença perguntou:

- Professora Lou? Eu fui seu aluno na UNIR em 2011! No curso de Arqueologia, você deu aula pra gente. 

Depois, no intervalo, William veio se apresentar (eu não lembrava dele, mas ele lembrava da professora que vinha de bicicleta). Agora trabalha na FUNAI com povos isolados. Ele me disse que tinha ficado muito impressionado com o texto do Isaac Asimov (o conto "A última pergunta") que lemos em sala e que tinha até passado esse texto pro chefe dele na Frente de Proteção Madeira-Purus. Cada vez mais eu me convenço que a minha atuação como professora de Linguística deixa suas marcas na vida dos alunos pela via cultural.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Projeto CASA

 

Desde o início do ano, as crianças da turma da Agnes estão envolvidas na construção de uma casa de pau a pique. Aos sábados e/ou domingos - mas não todos - grupos iam lá, trabalhar na casa.

Vendo essas fotos, percebo os saltos na construção que, na linha do tempo, percebi como uma evolução lenta e gradual.
Ainda bem que uma das mães das crianças é arquiteta e sabia o que precisa ser feito - e quando.
É certo que os pais e as mães trabalharam mais que as crianças nessa primeira parte dos fundamentos.

No dia da festa junina em julho, a casinha tava assim.

Hoje as crianças misturaram/pisaram a palha, areia e terra que compõe as paredes. Na foto de baixo, dá pra ver o resultado.
A casa tem um telhado verde (que está sendo regado na foto acima). Aí outro projeto paralelo era de fazer uma maquete. A professora explicou que não era pros pais ajudarem muito na maquete, que era pras crianças fazerem o máximo que conseguirem sozinhas. Muitas crianças fizeram maquetes de casa de pau a pique, saíram alguns iglus e Agnes resolveu fazer uma casa na árvore - e pra isso nos pediu um bonsai!

quarta-feira, 3 de setembro de 2025