sábado, 23 de agosto de 2025

Klassenfahrt

 

Na terça-feira, 19 de agosto, as crianças do 3 ano Fundamental da Moara (Waldorf) embarcaram numa viagem. Saíram de manhã cedo na companhia da professora, da bibliotecária e o professor de outra turma. Chegaram depois de 2h em Olhos D'Água, no Goiás, um vilarejo de artistas. A proposta era colocar as crianças em contato com profissões tipo tecelão, ceramista, bioconstrutor...
Dormiram assim na pousada. O mais incrível é que dormiram. Naquele acampamento de teste que tinham feito, ninguém tinha dormido...
O legal é que as crianças puderam botar a mão na massa. Muitas crianças descobriram coisas novas.
Agnes mostrou a raquete de ping pong explicando, orgulhosa, como ela tinha feito aquilo.

Depois alguém vai ter que ir lá, buscar todas as peças que eles fizeram.

Pra todas as crianças a viagem foi ótima: se integraram enquanto turma, aprenderam um pouquinho a se virar sem os pais, viveram outra vida por três dias.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Our Constant Gardener

Quando eu tava na fila do caixa de uma loja de materiais de casa e construção, o senhor que aguardava na minha frente apontou para a ferramenta que eu segurava na mão e disse:

- Eu queria ter um rastelo!

Eu sorri, não sabendo ao certo se ele queria que eu lhe dissesse onde, na loja, tem rastelo. Então ele explicou:

- Na verdade, eu queria ter um jardim.

Desde que nos mudamos para a Asa Norte, um apartamento menor que o anterior, numa região em que a área verde não é contínua e a prefeitura não irriga canteiros de flores, em que as praças e áreas verdes são consideradas depósito de lixo e casa de população de rua, estamos adquirindo coisas de jardim: regadores de 10 litros, mangueira de 30m, cesto pra pegar fruta.

Tivemos certa dificuldade de encaixar a mangueira de jardim na torneira da cozinha: foi preciso adaptar a torneira do tanque com partes de uma torneira comprada (que não consegui trocar porque não identifiquei o registro da área de serviço). Fui descendo a mangueira pela janela, Luis foi manejando a baixa vazão lá embaixo.

Veio mensagem do síndico perguntando se era o meu marido lá embaixo, regando as plantas e explicando que não podia, porque o gasto dessa água impactava na conta de água de todo mundo que mora no bloco. Respondemos. Não chove em Brasília há 143 dias, quase uma seca recorde. Podemos pagar mais pela água porque consideramos que diminuir a poeira é uma questão de saúde.

Fomos adicionados no grupo de whats do bloco e recebemos as boas-vindas dos outros: obrigada por tirar o lixo da praça! Obrigado por tirar o cupim da árvore! Além desse reconhecimento, a própria árvore que teve o cupim removido nos demonstrou sua alegria: floriu.


quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Agora é COEM

Uns meses atrás, a SEDAT - Secretaria de Direitos Territoriais Indígenas - anunciou um monte de vagas no SouGov. Me inscrevi pro cargo de coordenadora de Povos Isolados, meu colega de UNIR, Carlos Trubiliano se inscreveu para assistente. Ele foi aprovado, mas desistiu de assumir o cargo na condição de cedido quando percebeu que a UNIR queria lhe tirar a Dedicação Exclusiva e não devolver a DE quando ele retornasse à UNIR. Eu não fui selecionada pro cargo, mas um delegado teve o seu nome publicado na relação dos aprovados. Só que em vez de ceder o homem pro MPI, a Polícia o promoveu, e o cargo segue vago. Daí houve uma movimentação interna e outro coordenador do Departamento de Indígenas Isolados e Recente Contato subiu de cargo. 

Esse cargo vago era de Coordenador de Estudos e Monitoramento (COEM) - que a Beatriz Matos considerou que é mais o meu perfil. Conversamos com o Chico, meu chefe na Assessoria Internacional, ele assinou um termo de anuência, eu saí de férias, voltei e na semana seguinte fui nomeada e empossada coordenadora.

Preenchi os formulários, assinei documentos, mudei de sala, recebi acesso às caixas SEI que importam e ao email e agenda do departamento. Achei que eu fosse ficar uma semana sem bater ponto por causa da transição, mas já está tudo certo. Achei também que eu fosse mudar de siape, mas permaneci com o mesmo. A parte burocrática da transição foi resolvida em um dia, pra minha surpresa.

Fui muito bem acolhida na nova sala/secretaria - onde o pessoal não curte muito ligar o ar condicionado, ufa. Como esse é o terceiro posto que assumo no MPI e como já estou lá há 2 anos, eu já era conhecida pelos novos colegas. Os meus dois chefes (a diretora e o coordenador geral) ainda não voltaram do Vale do Javari, então a transição está sendo bem tranquila.