Pensamos numa cidade localizada entre Porto Alegre e São Paulo que não seja alvo de turistas nesse fim de ano. Chegamos a Curitiba. Os preços de hotel pareciam razoáveis, conseguimos passagens de avião e fomos. Luis precisa de silêncio e calma para escrever, afinal, o homem tem uma tese para entregar.
Assim que chegamos, notamos que a cama era desastrosamente disforme. Passamos o primeiro dia em Curitiba vendo, paralelamente, outros hotéis e como conseguir uma cama dura neste hotel. Na manhã seguinte o colchão foi trocado por um novo (tirado do plástico). Fomos ao Mercado Municipal e voltamos carregados de frutas frescas, secas e nozes.
Notamos que grande parte do comércio da cidade está fechado por causa do fim de ano e aprendemos (com sorte) que é preciso ligar antes de ir ao restaurante, para saber se está aberto. Caminhamos uns 4km até chegar a um restaurante japonês - ainda bem que estava aberto e que a comida era boa e o preço justo. Os outros restaurantes no caminho estavam fechados.
Estamos hospedados bem perto do Passeio Público, que começou como zoológico e ainda mantém algumas aves em jaulas. Talvez a população de homens de rua no centro de São Paulo seja tão grande (guardadas as devidas proporções) quanto aqui. Mesmo assim, o número de homens de rua sentados em bancos de praça com olhar vazio, dormindo em cantos ou na grama mesmo, conversando com alguém que a gente não vê, mancando apressadamente ou protegendo suas feridas é grande. Concentram-se no Passeio Público e praças do centro. No Parque Tanguá, nas beiras da cidade, havia três, um em cada banco, na parte de cima, onde turistas se aglomeram em poses soberbas para selfies na fonte.
Numa de nossas caminhadas, vimos um shopping cuja fachada era tomada por propagandas da Louis Vuitton e Prada. Entramos, para ver como é um shopping ostentação. Logo na entrada, dois guardas, um homem e uma mulher, posicionados a 20 passos um do outro, encaram as pessoas que entram no recinto. Não dão as boas-vindas, intimidam com o olhar quem não pode gastar ali. A sensação de andar por corredores largos e pátios externos ouvindo musiquinhas soft e sendo sempre vigiado é como estar numa bolha, em que a segurança e o conforto são mantidos com muito custo.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Gramado
| Oma e Luis |
| Ruth e Gerhard |
| Gabriela e Keki |
| Lou&Luis |
| Harro Kleppa |
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
No sítio
| Daniela, Gu, Du, Tia Sonia, Luis, Tio Rodrigo, Darinha (escondida) e Soninha |
| Casa de periquitos |
| Urucum |
| Genial |
| Eu |
| Casca de cigarra |
domingo, 21 de dezembro de 2014
Santa Teresa
Luis tinha uma reunião marcada no BNDES, o prédio preto atrás do cone iluminado (que é uma catedral). Fomos os dois para Santa Teresa, de onde se vê a cidade do Rio de Janeiro. A vista é linda, mas os preços lá em cima infelizmente são para turistas. Aliás, percebemos que muitos estrangeiros moram em Santa Teresa. E outra: os taxistas não gostam de subir o morro.
Gostei muito de ver o bonde (nos adesivos nos carros, nos bottons, nas camisetas) amarrando a identidade de Santa Teresa. Se o bonde funcionasse, não haveria necessidade de tantos ônibus com motoristas raivosos e velozes, não haveria tantos carros estacionados ao longo das ruas estreitas e não haveria tantos acidentes.
Gostei muito de ver o bonde (nos adesivos nos carros, nos bottons, nas camisetas) amarrando a identidade de Santa Teresa. Se o bonde funcionasse, não haveria necessidade de tantos ônibus com motoristas raivosos e velozes, não haveria tantos carros estacionados ao longo das ruas estreitas e não haveria tantos acidentes.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Desbarrancados
| Esposa do Zezinho e a rachadura no chão |
| Desbarrancamento |
| Fofoca: conjunto de dragas |
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Arirambas: placa, animais e frutas
| Damian segurando a placa pequena |
| Seis pintinhos novos |
| O coelho |
| Damian e Tucumã |
| Ouriços de castanha |
| Esqueci o nome, mas não é babaçu |
| Cupuaçu |
| Pupunha |
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Castanha fresca
| Ouriço de castanha com 21 castanhas dentro |
| Castanha com casca e sem casca |
Aqui no norte, onde se produz castanha, é costume comer a castanha fresca. O que se compra no supermercado é a castanha seca, desidratada e no vácuo, bem diferente da castanha fresca, que tem uma consistência quase de coco.
A castanha mais fresca que eu comi na minha vida foi a que Damian tirou do ouriço, depois tirou um lado da casca, Luis e eu descascamos. Narcísio estava com a gente embaixo da castanheira.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Meus dentes de volta
Minha dentista tinha marcado, mês passado, de fazer o molde para a contenção móvel num dia de dezembro e dois dias depois retiraria o aparelho fixo. Como ela tinha ficado de me passar o valor do aparelho móvel que eu vou ter que usar por 6 meses (depois de 1 ano e 7 meses de aparelho fixo), liguei lá no consultório. Descobri que a minha dentista estava em Fortaleza, no hospital. Outra dentista me atenderia nos dias marcados. Essa outra dentista não acreditou que os aparelhos móveis (superior e inferior) ficariam prontos em dois dias, mas manteve as datas.
No primeiro dia, ela fez o molde (tive que explicar todo o meu histórico pra dentista nova, inclusive justificando por que a contenção inferior tinha que ser móvel, não fixa: porque os molares foram movidos e a contenção fixa não atinge os molares). No segundo dia, cheguei no horário marcado e fui submetida aos piores barulhos que um consultório odontológico tem para oferecer. Saí de lá com o aparelho móvel superior na boca. O inferior ... bem: "não explicaram direito pro protético que a contenção inferior era móvel, e como ele quase nunca faz contenções inferiores móveis, ele fez uma fixa". Tive que voltar lá de noite e agora estou com 2 aparelhos móveis que só devo tirar para comer.
Agora escovar os dentes é uma atividade fuida, lisa até. Passar fio dental agora demora 5 vezes menos tempo que com o aparelho fixo. E eu consigo assoviar de novo!
No primeiro dia, ela fez o molde (tive que explicar todo o meu histórico pra dentista nova, inclusive justificando por que a contenção inferior tinha que ser móvel, não fixa: porque os molares foram movidos e a contenção fixa não atinge os molares). No segundo dia, cheguei no horário marcado e fui submetida aos piores barulhos que um consultório odontológico tem para oferecer. Saí de lá com o aparelho móvel superior na boca. O inferior ... bem: "não explicaram direito pro protético que a contenção inferior era móvel, e como ele quase nunca faz contenções inferiores móveis, ele fez uma fixa". Tive que voltar lá de noite e agora estou com 2 aparelhos móveis que só devo tirar para comer.
Agora escovar os dentes é uma atividade fuida, lisa até. Passar fio dental agora demora 5 vezes menos tempo que com o aparelho fixo. E eu consigo assoviar de novo!
domingo, 7 de dezembro de 2014
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