O plano era o seguinte: eu voltaria a Porto Velho dia 21, chegando às 13h para colocar a mudança no caminhão, distribuir o que não vai, pintar o apartamento, consertar as coisas quebradas, desligar a energia e devolver a chave na imobiliária. Pra isso, o caminhão de mudança saiu de Brasília no tempo certo e chegou no dia 21 de manhã em Porto Velho.
Eu entrei no avião pra Porto Velho e esperei o tempo passar. Não era um voo direto: conexão em Cuiabá. Foi anunciada a descida e o piloto passou a dar voltas em cima da paisagem patchwork. Depois de fazer voltas na outra direção, o piloto anunciou que seguiríamos a Campo Grande (MT) porque havia um cachorro solto na pista de pouso em Cuiabá. Por questões de segurança, não pousaríamos em CGB.
Os passageiros com destino a Alta Floresta se alarmaram: "eu vou perder uma diária de 4 mil reais!". Chegamos em Campo Grande sem saber como cada um continuaria a sua viagem. O avião foi abastecido (combustível e comida) e o piloto anunciou que se permanecêssemos mais 5 minutos ali, corríamos o risco do voo terminar ali. Relatou que o cachorro em Cuiabá foi capturado e entendemos que regressaríamos a CGB. Cinquenta minutos e amendoim+cookie+balinhas de gelatina depois, aterrissamos em Cuiabá. Os passageiros com destino a Ji-Paraná tiveram sorte: o avião deles esperou e puderam sair primeiro do avião. Os passageiros com destino a Porto Velho foram orientados e retirar a bagagem e entrar no ônibus que leva pro hotel.
Eu fui pra fila do check-in para saber quando será o voo a PVH de amanhã. Diziam que haveria um voo extra, mas não informavam o horário. "Descanse no hotel, entraremos em contato." Tem um caminhão de mudança me esperando, só eu tenho a chave da casa. Insisti no voucher indenizatório. Duas atendentes prometeram imprimir o voucher pra mim e não voltaram, eram fisgadas por homens que reclamavam mais alto (tipo aqueles que perderam a diária do hotel em Alta Floresta). Conclusão: perdi o ônibus pro hotel.
Me disseram que iam chamar Uber e que era pra eu entrar na fila do Uber. Não tinha fila do Uber, só fila normal do check-in. Mudaram o hotel e agora era pra esperar uma van. A atendente da Azul pegou o meu cartão de embarque, foi ali e voltou. Chegou a van, atravessamos a rua e desembarcamos num hotel mais de três estrelas. A cara das atendentes atrás do balcão do hotel revelava os pensamentos confusos delas. Uma atendente pediu pra um (hóspede de Alta Floresta) pra aguardar ali do lado e pronto, foi a faísca que faltava. O hotel não sabia que a Azul tinha feito reservas pra nós, a trupe do cachorro na pista. Eu mostrei as mensagens que a Azul tinha mandado no meu celular (os outros não receberam essas mensagens de hospedagem em hotel) e fizeram nosso check-in com agilidade.
Acho que tenho tipo um carma com Cuiabá. O carro quebrou aqui na vinda e tivemos que ficar dois dias a mais de molho; o cachorro na pista me segurou aqui de novo. Se eu tivesse chegado em PVH hoje às 13h, conforme o plano, teríamos embalado as coisas hoje e amanhã; e o caminhão regressaria a Brasília amanhã mesmo. Como só chego no sábado em horário indefinido, a mudança vai ficar pra segunda-feira, porque o condomínio não permite mudança no sábado de tarde ou domingo.















