Agnes está passando por um período difícil, porque temos rodado algumas escolinhas e feito alguns testes. A princípio, ela gostava da novidade, ia entrando e explorando o espaço sozinha. Mas depois que a gente sumia, ela se desesperava e chorava a ponto da escolinha me chamar de volta pra buscar, porque ela estava chorando muito. Quando ela começou a espernear ao perceber que o carro tinha entrado na rua da escolinha, desistimos das escolinhas tradicionais.
Em seguida, percebi alteração na piscina: Agnes começou tendo aula com uma professora (não sei o nome dela) que logo depois de um tempo entrou em férias. Enquanto ela tava de férias, 3 outras professoras se revezaram, mas só de uma Agnes gostou. Eu também gostei mais das aulas da Aline, uma pessoa muito expressiva e sorridente, porque percebi nas aulas dela um método, uma evolução. E as aulas dela rendiam, Agnes ficava pouco tempo parada. Daí a professora voltou das férias e Agnes começou a gritar mamãe mamãe mamãe quando a professora a pegava. Até a professora percebeu a ausência de empatia. Mudamos para o horário da Aline. Já na segunda aula, outra professora nos esperava na piscina. Mamãe mamãe mamãe.
Outro motivo para mudarmos o horário da natação foi que resolvemos levar a Agnes na escolinha que permite a presença dos pais, mais oferece livre brincar, crianças em diferentes faixas etárias, menos rotina e disciplina militar possível. E como aprenderíamos a nos despedir da Agnes de maneira gradual, fui acompanhando ela até perceber que ela gostava da escolinha e das crianças (na verdade, só do Felipe, de 5 anos). Daí Luis viajou por 5 dias.
Continuamos indo na escolinha todas as manhãs, e quando senti que eu podia me ausentar por 15 minutos, me despedi dela. Fez barraco, chorou desesperadamente até eu voltar. No dia seguinte, a tia que segurou o rojão teve a sacada de colocar musiquinha pra Agnes. Deu certo. Ela conseguiu se acalmar com a música. Luis voltou, fomos juntos na escolinha. Ele não conseguiu se despedir da Agnes.
Viajou de novo, dessa vez por 4 dias. Na despedida, no aeroporto, Agnes chorou muito. E continuou gritando por horas a fio, até eu achar que Luis tinha morrido. No dia seguinte, não fomos na escolinha. Um dia depois, teve capoeira e ela se encantou com os sons, as vibrações, as brincadeiras das outras crianças. Tentei despedir durante a aula de capoeira, mas logo desisti, pra não comprometer a aula.
Hoje foi um dramalhão a despedida, Agnes virou o centro das atenções de todo mundo na escolinha e nos arredores. Saí e quando voltei, fiquei emocionada de ver as crianças maiores brincando com a minha pequena.
Todos os dias mandei fotos e relatos do exercício da despedida pro Luis e pro Philip, meu irmão (que trabalha numa creche parental). Com a ajuda do método do meu irmão, estamos conseguindo destraumatizar o processo de entrada na escolinha.