domingo, 31 de março de 2019

Sapucaia

Semana passada compramos um ouriço de sapucaia na feira. Conversei bastante com um senhor que me explicou que o tampo se abriria sozinho em 8 dias, mais ou menos. Depois da conversa, ele se despediu e foi embora, e só então entendi que ele não estava vendendo os ouriços, só passando.
Hoje uma rachadura abriu. Agnes conseguiu enfiar o dedinho ali e a tampa caiu.
Pra nossa surpresa, vimos unidades marrons e brancas. Qual delas se come? O primeiro video que apareceu no youtube me esclareceu que a parte branca é morcego que come. A parte escura é a castanha.
A parte branca apenas segura a castanha dentro do ouriço - que, em condições normais, fica pendurado na árvore. A tampa se abre pra baixo e as castanhas só caem depois que a parte branca não segurar mais as castanhas dentro do ouriço.
Separamos as castanhas dos prendedores de castanha. Agnes foi de grande ajuda nessa tarefa.
Depois tentamos quebrar as castanhas.
Ainda não chegamos na melhor técnica, mas conseguimos comer castanhas de sapucaia.
E são muito mais gostosas que castanhas do Pará (Brasil) frescas.
 O ouriço vazio:


domingo, 10 de março de 2019

Flor-surpresa

Foi com alegria que notamos que o abacaxi estava dando fruto. E depois foi com surpresa que notei flores roxas saindo do abacaxi!
Quando mandei fotos dessa flor de espinhuda pro Philip, ele perguntou se esse era o tipo de planta que dá flor a cada 7 anos. Se não me engano, demora tipo 7 anos pra dar flor (inflorescência, diria qualquer botânico), mas depois a planta joga sementes e ela toda morre. Não tem outro ciclo de 7 anos pra mesma planta.
E vi outras inflorescências iguais a essa na cidade, o me leva a crer que o fenômeno não é isolado.
Fui regar o gengibre e descobri esses botões de flor. Quantos você enxerga?

segunda-feira, 4 de março de 2019

Cota de inundação

Boca do lago do Maravilha
Quando o nível da água do Madeira em Porto Velho chega a 17m, atinge a cota de inundação, ou seja, o rio sai da calha. Ontem foram registrados 17,18m pela CPRM.
A linha vermelha no gráfico oscila porque as usinas controlam a vazão do rio: ora soltam, ora seguram água.
Praça Madeira-Mamoré
Na Rogério Weber, onde é a feira de domingo, a água cobre a avenida. Damián disse que a feira mudou de lugar. Fomos até a ponte que atravessa o rio Madeira. Fila de caminhões aguardando liberação à direita. Lembrei de novo da conversa telefônica que tive com Damián: a ponte virou porto, porque a estrada do Belmont, que leva a várias distribuidoras de combustível e gás, está embaixo d'água. Atravessamos a ponte, mas não fomos muito adiante. Antes da vila do DNIT havia água na pista. Um igapó que liga com o Madeira. Viramos à direita e enveredamos pela estrada da beira rumo ao Maravilha. Já na primeira curva tivemos que parar, porque o lago atravessava a estrada. Não dá mais pra visitar o Damián: o carro não chega. E como agora o rio não tem mais margens, Damián terá dificuldades para atracar deste lado do rio.