Estávamos chegando aos 80 mil km, eu estava com dificuldades esporádicas de engatar a terceira marcha, o rádio não funcionava e pedia um código que não sabíamos qual era, pequenos consertos se faziam necessários. Marcamos uma revisão na concessionária: a revisão de 80 mil, que é específica por causa da correia dentada e outras coisas. Fui na locadora de carros e aluguei um carro por 5 dias, calculando que a revisão se estenderia de quinta a segunda.
No dia da revisão, o carro não ligou. Tive que acionar o seguro que (depois de uma hora de espera) mandou um cara que deu uma carga na bateria, que fez o carro funcionar. O homem pediu pra eu deixar o carro ligado por uns 15 minutos. Quando quis sair com o carro, botei a ré - e o carro morreu. Não ligou mais. O mesmo cara do seguro voltou (depois de uma hora de espera) e guinchou o carro. Desconfiamos que o rádio, que não desligava e pedia código, estava consumindo a energia da bateria.

Eu fui com o carro alugado, ele de guincho. Na concessionária, me deram 3 opções de revisão completa. Entendi que quanto mais completa a revisão, maior era o investimento no ar condicionado - que no nosso carro nunca foi lá essas coisas. Escolhi a revisão mais completa, ganhei um descontão e fiz uma lista de outros "reclames": o parachoque estava meio solto, a janela atrás do motorista estava travada, dois encaixes do cinto de segurança não funcionavam, e ocasionalmente acendia uma luz de alerta que deixava o carro fraco. Tudo foi anotado, foi prometido contato constante.
Enquanto isso, Agnes se animava com o carro emprestado: tem cheiro de novo. Quando expliquei a ela que poderíamos viajar com o nosso carro quando estivesse pronto, ela ficou triste: ela tinha gostado tanto do carro emprestado...
Só que a única comunicação que recebi da concessionária era que a bateria estava totalmente descarregada e que precisava trocar e custava tanto. Autorizei a troca, mesmo porque sem bateria, nada funciona. Luis e eu fomos de carro alugado pra concessionária, buscar o nosso. O mecânico mostrou todos os filtros e óleos e produtos que aplicou/trocou. Depois mostraram um orçamento. Demoramos a entender o que era aquilo: o valor era maior que a revisão completa e quase todos os itens vinham acompanhados de asterisco, o que significava que não tinham a peça em estoque. Em miúdos: fizeram a revisão completa, que é o pacote fechado deles, mas não consertaram nada do que pedimos - porque não tinham as peças. Se tivesse que pedir na montadora, podia demorar 20 dias úteis pra chegar. Concessionária que não tem peça... pode, isso?
Contrariados, pegamos nosso carro e devolvemos o carro emprestado. Dois dias depois, quando eu ia levar Agnes pra escola, a luz de alerta acendeu.
Luis ligou na Renault e perguntou que droga de "revisão completa" é essa que não revisa os problemas que tínhamos apontado. O mecânico veio aqui, levou o carro e se puseram a encomendar o módulo eletrônico (corpo de borboleta) e as bobinas. Como é concessionária, eles não podem comprar essas peças em qualquer loja de peças: tem que ser peça original.
Alugamos carro mais uma vez, mas vimos que o prejuízo seria grande se esperássemos essas peças chegarem. Ficamos pensando em quem poderia emprestar o carro pra nós e chegamos na Heloisa, que não está em Porto Velho (mas deixou o carro aqui). Na primeira semana, tive grandes dificuldades de acertar as marchas: a ré, primeira e terceira eram mais ou menos no mesmo lugar. A segunda entrava se vinha da primeira, mas se eu reduzia, não encontrava o lugar da segunda. Aconteceu de eu quase parar em lombadas, procurando a segunda. Sorte que não vinha ninguém atrás... A janela do passageiro abria e fechava aleatoriamente, o carro produzia sons esquisitos e parecia mais pesado que o nosso.
Ontem pegamos o nosso carro de volta. 21 dias o carro ficou lá. Passar pela experiência de dirigir outros 3 carros me faz pensar que o nosso é o melhor carro - ainda mais agora, que está quase completamente consertado e revisado.