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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Luis & Lou

A aceitação

Os amigos e colegas dele me aceitaram como sua companheira. Os meus amigos tiveram que aceitar primeiro o fato de eu não ser mais sozinha.

*

Os caminhos

Quando erramos todos os caminhos e percorremos todas as trilhas, enquanto esperávamos ser resgatados, descobrimos que encontramos o caminho até o outro.

*

A distância

"And if love remains
Though everything is lost
We will pay the price,
But we will not count the cost"      (Rush - Bravado)

domingo, 27 de março de 2011

Caminhos tortuosos

Eles não tinham uma relação.
Justamente por isso não conseguiam se desligar
Um do outro.

Tinham curiosidade em relação ao outro,
Mas se refugiavam no anonimato e na ambiguidade.

Um acompanhava o caminho do outro,
Mas os caminhos de cada qual se bifurcavam 
À sua própria maneira.

Cada um procurava reconhecer a si mesmo
Nas pegadas do outro.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Der Weg ist das Ziel

É apertado. É muita gente ocupando um espaço desconfortavelmente diminuto. É barulhento, mas o ruído é considerado normal. Funciona como um mecanismo de relógio. O que faz tudo funcionar é a competitividade, a certeza da individualidade, a vontade de vencer - antes mesmo de garantir a sobrevivência. Caminhar aqui significa sumir na massa, acompanhar o fluxo, abrir caminho com os cotovelos. Formas de autodefesa são salto alto pontudo, máscara colorida no rosto, sorriso automático, trava nos vidros, insul filme, buzina estridente e lataria robusta; mas acima de tudo, o medo. Por causa dele, as ações são desconexas, a necessidade de entretenimento é enorme e o foco fica pulverizado. Caminhar aqui significa armar-se constantemente contra os outros.

Também estou armada. Estou munida de memórias, conversas e inquietações. Aos poucos, vou me desprendendo da massa e caminhando por conta própria. Eu decido por onde vou e em que ritmo. O ponto ou o tempo de chegada não importam. É preciso caminhar. Conforme posiciono pé ante pé, percebo como a sola do sapato se desfaz. Deixo um rastro de borracha e os meus pés sentem o asfalto, a terra úmida, a grama macia. As alças da mochila rasgam na altura dos ombros e deposito o peso das costas no chão. Caminho com mais velocidade e leveza, sinto que meus joelhos são molas. As mãos se incham ao lado do corpo, equilibrando a coluna vertebral. Já não há mais pensamento. Já não existe palavra alguma. Sou um corpo em movimento que obedece às irregularidades geográficas, forças eólicas e um relógio biológico.