Chegamos na capital do ES depois de algumas conexões (PVH - BSB - SDU - VIX) cansativas. Na locadora de carros, quiseram me fazer um agrado e ofereceram um jipe com câmbio automático. Dois pedais e algumas letras pouco transparentes pra operar. Treinei acelerar e frear no estacionamento, mas o pessoal se apavorou. Pedimos pra trocar o carro e foi complicado e demorado, mas deu certo.
De tarde sempre venta mais, mesmo assim fomos a Setiba:
O vento estava muito forte, mas Agnes não se importou com o cabelo bagunçado: se esbaldou na areia, água, ondas.
Em Vitória mesmo, Agnes e eu fomos explorar a Praça, o museu da Baleia Jubarte e o Projeto Tamar enquanto Luis trabalhava.
A cordialidade capixaba, os frutos do mar frescos, a cidade organizada nos cativaram. Mas esse vento...
Ficamos um tempão esperando os tanques das tartarugas encherem, pra vermos elas nadando através do corredor subterrâneo, mas deu a hora de fazer as malas e partir pra Cachoeiro de Itapemirim. Fomos pelo mar, sentindo as rajadas de areia na lataria do carro.
Em Cachoeiro, caminhando na beira do rio Itapemirim, eu me surpreendi com um animal na água. Achei que era um jacaré, mas uma cara de lontra olhou pra mim. Encantados, fomos seguindo juntos: nós pela calçada, ela pela água.
Acho que foi a última vez que estivemos na casa do pai do Luis, na Praça dos macacos com aquela árvore imensa.