sábado, 27 de agosto de 2022

A família mineira

 A família em PVH somos só nós 3.

Sônia e Rodrigo
A família mineira é grande e Tia Sônia é a matriarca. A irmã de Sônia, Selme, que convive com as netas da idade da Agnes, soube lidar muito bem com a nossa filha (inclusive na hora mais difícil, que é a hora da comida). De Selme, Agnes aprendeu a desenhar num aplicativo de celular.

O filho de Selme, Bruno, tem uma filha de 7 anos: Alice. Agnes e Alice brincaram juntas o tempo todo. Fomos a BH, visitar Alice na casa dela, e como Bruno trabalha no Museu de Ciências Naturais da PUC, Alice guiou Agnes pelas exposições de fósseis, esqueletos e conchas.


Francinne, Agnes e Alice

Dudu, filho de Du, filho da Sônia, virou pólo magnético pra Agnes. Cheguei a ver Agnes sentadinha no sofá vendo jornal porque Dudu estava na sala. Pra Agnes, essa experiência de família mineira foi ótima: muita gente, muito espaço e muito bicho.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Minas Gerais

Chegamos em Confins com fome, por isso procuramos uma padaria qualquer em Lagoa Santa. Fui seguindo as placas e pensando que visitar uma gruta ali seria mais interessante que esperar em Belo Horizonte pra entrar no hotel. Pra desespero do Luis, a visita à Gruta da Lapinha era esquema turístico.



Mesmo com visitação a Museu, capacete e grupo guiado, eu gostei bastante de conhecer as galerias da Lapinha. Agnes só se impressionou com morcegos, aranhas e poças de água.
Em Belo Horizonte procuramos praças e parques. Na Praça Floriano Peixoto tinha oficina de bolhas de sabão, banda eternamente passando som e equipamentos para crianças subirem e escorregarem.

O nome da intervenção cultural na praça era Verbo Gentileza.
No sítio da tia Sônia, pudemos dar autonomia pra Agnes: rapidinho ela descobriu o caminho até o pé de amora. Os filhotes absorveram a atenção dela por muito tempo e hoje chegou Alice, da mesma idade da Agnes, remotamente parente.

Novidade: Agnes comendo com autonomia.

sábado, 20 de agosto de 2022

Espírito Santo

Chegamos na capital do ES depois de algumas conexões (PVH - BSB - SDU - VIX) cansativas. Na locadora de carros, quiseram me fazer um agrado e ofereceram um jipe com câmbio automático. Dois pedais e algumas letras pouco transparentes pra operar. Treinei acelerar e frear no estacionamento, mas o pessoal se apavorou. Pedimos pra trocar o carro e foi complicado e demorado, mas deu certo.

De tarde sempre venta mais, mesmo assim fomos a Setiba:

O vento estava muito forte, mas Agnes não se importou com o cabelo bagunçado: se esbaldou na areia, água, ondas.
Em Vitória mesmo, Agnes e eu fomos explorar a Praça, o museu da Baleia Jubarte e o Projeto Tamar enquanto Luis trabalhava.
A cordialidade capixaba, os frutos do mar frescos, a cidade organizada nos cativaram. Mas esse vento...
Ficamos um tempão esperando os tanques das tartarugas encherem, pra vermos elas nadando através do corredor subterrâneo, mas deu a hora de fazer as malas e partir pra Cachoeiro de Itapemirim. Fomos pelo mar, sentindo as rajadas de areia na lataria do carro.

Em Cachoeiro, caminhando na beira do rio Itapemirim, eu me surpreendi com um animal na água. Achei que era um jacaré, mas uma cara de lontra olhou pra mim. Encantados, fomos seguindo juntos: nós pela calçada, ela pela água. 

Acho que foi a última vez que estivemos na casa do pai do Luis, na Praça dos macacos com aquela árvore imensa.

sábado, 13 de agosto de 2022

Lago Maravilha

Fomos entrando na casa da Dona Conceição, seguindo a trilha e avistamos o lago e as pessoas que tinham chegado antes de nós.
Mais uma vez era o Iremar animando e puxando as atividades pelo microfone.

Dançaram a dança do seringandô, em que as moças (vaqueiras) laçam juntas os homens (bois).
Elizeu Braga declamou poesia e fez performance com figurino mínimo, mas muito simbólico.
Jairo conheceu Thais e Isaque (depois deu carona a eles de Kombi até aqui e eu os levei pra casa deles).
Iremar no microfone.
Maravilha, só a câmera que é ruim.

Popscience

 


No início de junho o meu compromisso regular aos sábados era o curso de popularização da ciência oferecido pela Simone Freitas da UFABC. Trata-se de um curso de extensão que ela ofereceu online para quem quisesse aprender sobre o diálogo da ciência com a sociedade botando a mão na massa. Mais panorâmico no início, mais oficina no final, fomos encorajados a produzir um Projeto de Popularização e um produto.

Havia três modalidades e era preciso escolher logo de cara se o que queríamos fazer era texto (blog), podcast ou vídeo. Como, dentre os alunos, havia alguns linguistas conhecidos e integrantes da Comissão de Popularização da ABRALIN, eu escolhi fazer texto - como eles.

Achei muito bacana dedicar tempo ao tema, experimentar, questionar, aprender com os outros. Hoje foi o último dia e dia de apresentar nosso projeto e produto.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Sonhos antes de viradas

Pouco antes de voltar ao Brasil, ainda morando na casa dos meus pais em Nordwohlde, quando eu estava prestes a sair de casa, atravessar o oceano e terminar os estudos na USP e morar em São Paulo, na casa da amiga dos meus pais, eu tive um sonho. No sonho, minha mãe e eu estávamos num carro conversível, com o teto aberto e eu tinha um novelo de lã na mão. Joguei o novelo por cima do ombro e segurei uma ponta do fio, tranquilizando a minha mãe: eu saberei o caminho de volta, o fio de Ariadne vai me conduzir.


Ontem tive uma conversa com Samilo Takara, que será o próximo editor da EDUFRO. Ele estava animado com a perspectiva de se aventurar nesse universo do livro, mas um tanto inseguro quanto à burocracia. Prometi a ele que faríamos a transição e que eu lhe ensinaria o caminho das pedras. Por fim, ele pensou que seria interessante montarmos um plano de ação para os próximos 5 anos. 

A agenda da Reitora estava lotada e o único horário possível pra nos receber, Samilo e eu, era às 8h de hoje. Meu medo era que Agnes demorasse pra acordar, sair da cama, comer, escovar dentes, se vestir, por isso anunciei ontem que teríamos que acordar cedão hoje e agilizar a saída pra escola. 

Durante toda a noite eu sonhei muito e acordei várias vezes. Sonhava com engrenagens, com máquinas de papelão que precisavam se mover e que eu testava. Entregar o cargo de editora não está sendo um alívio, mas uma missão de dar ao próximo condições de manter o trabalho realizado até aqui e criar uma marca própria.

domingo, 7 de agosto de 2022

O cara do som

É ele quem tem o som, é ele que toca música, é ele que dá o tom. Ele canta músicas evangélicas na praça nos finais de semana. Ele e a filha. Não sei como a coisa se desenvolveu, mas ontem eu vi que ele tinha todos os cardápios de todas as barracas de comida que se espalham pela praça nos finais de semana na mão e fazia propaganda pra cada uma delas. 

O 28. Grito dos Excluídos e das Excluídas seria na praça. A ideia era que o Grito fosse a atividade cultural da praça. Um sarau dos movimentos sociais. Iremar e Miquéias foram conversar com o cara do som. 

Quando chegamos na praça, o sarau estava sendo anunciado pelo cara do som. E os cardápios e a caixinha de contribuição e as demais atrações da praça como o pula-pula. Miquéias e Iremar cantaram, outros declamaram poemas e o microfone voltou brevemente para o seu dono que anunciou

o grito dos escolhidos.

E assim, na voz do evangélico, os excluídos se tornaram escolhidos. Pra comemorar, caiu uma chuva de 4 gotas pra elevar a umidade relativa do ar.