sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Oficina brincante de pintura

Foto: Priscila Mello
Agora Maternar e Brincar tem um espaço próprio, a Casa de Brincadeiras Maternar e Brincar. Agnes e eu fomos numa oficina de pintura que aconteceu no final da tarde. As fotos são da Priscila, mãe do Iuri e da Letícia. Pra mim, ela deu as fotos de presente.
Foto: Priscila Mello
Gabrielle organizou cinco brincadeiras de pintura no jardim:

1) produziu tintas a partir de farinha de trigo, água e corante alimentício que foram parar em bisnagas de catchup e mostarda que tem em lanchonete. As crianças podiam espremer a bisnaga e pintar ou no chão ou num painel com escova, rolo, vassourinha, desentupidor de pia.

2) Essa mesma tinta, sem a farinha, foi colocada dentro de luvas com furinhos. As crianças apertavam a luva e o chão ficava colorido.

3) Na parede oposta, de azulejo, as crianças puderam pintar com tinta guache armazenada no plástico que faz cubos de gelo usando pincéis de tamanhos diferentes, rolo e vassourinha.

4) A tinta caseira foi congelada em forminhas de coração, estrela etc. e palitinho de sorvete. A ideia era esperar o picolé de tinta derreter pra poder pintar, mas poucas crianças tiveram essa paciência. Vi um monte de criança com picolé de tinta na boca.

5) Uma lona branca foi esticada no gramado, as crianças foram aglomeradas ali e foram trazidas bexigas com tinta caseira dentro. Todo mundo ficou molhado e colorido.
Foto: Priscila Mello
Agnes não participou das duas últimas brincadeiras, porque tive receio da muvuca. Antes de tudo começar, eu já tinha observado que "criança não sabe lidar com criança". Isso é do meu ponto de vista, claro: Quando estavam na caixa de areia, logo a pazinha que Agnes usava para encher o balde de areia lhe foi tomada por uma criança maior. O que eu vi, de imediato, foi um garfo, que dei a ela. A areia não chegava até o balde, mas ela brincava. Daqui a pouco outra menina pega o balde e vira o seu conteúdo em cima da cabeça da Agnes.
Quando se tratava de brincar com as tintas, a posse dos instrumentos era muito mais importante que se divertir com as tintas. Eu percebi a Agnes irritada quando uma outra criança chegava perto dela.
Depois, pintando a parede com pincel e tinta guache, Agnes meteu o pincel carregado de tinta no cabelo de uma menina. A menina percebeu a Agnes quando eu briguei com ela. Agnes riu, a menina imitou a Agnes numa risada suja, forçada, esganiçada. Agnes achou aquilo estranho, mas se soltou completamente: passou a gargalhar, se melecar, procurar mais tinta em outro lugar, distanciar-se de mim para voltar.

Esperei que todas as crianças tomassem banho. Quando achei que era a nossa vez de encarar o chuveiro, tive a notícia de que a água tinha acabado. Entramos no carro coloridas. Depois de um tempo, Agnes enfiou os dois dedos de sempre na boca. Dois dedos cheios de tinta do tipo não caseira. Agnes, põe a mão no pé! Agora põe a mão na cabeça! Agora no joelho! Nariz! E assim chegamos em casa.

Um comentário:

Mônica disse...

Nossa, Lou! Fazia tempo que eu não entrava aqui no seu blog. Como a Agnes cresceu! Está tão lindinha!