quarta-feira, 3 de maio de 2017

Asilo e medicamentos

É a segunda vez que "acaba um medicamento que Harro toma" que eu nunca fiquei sabendo que tomava. Na primeira vez, foi o Memantina, indicado para Alzheimer. De repente fui informada que acabou o Memantina. Harro não tinha diagnóstico de Alzheimer na época, nem receita pra tomar remédio para Alzheimer.

Fiz com que ele fosse submetido a exames; e um enrugamento do cérebro, característico da senilidade, "comprovou" que ele tem Alzheimer. O neurologista que atestou que Harro tem Alzheimer receitou dois remédios pra Alzheimer. E não são baratos e deixam a pessoa "mais tratável" - pra não dizer meio dopada.

Insisti que ele tomasse apenas o Memantina.

Agora acabou o Carbamazepina - que eu nem sabia que ele tomava. Para os ossos, a enfermeira-chefe disse. Olhei no Google e vi que se trata de mais um neurotrópico, indicado para crises de abstinência alcoólica, epilepsia, transtorno bipolar etc. Perguntei se era isso mesmo, e a resposta foi que ele sempre tomou esse medicamento, desde que entrou no asilo, por causa da herpes que ele teve. Meu pai teve herpes? O médico foi chamado por whatsapp e foi feita uma lista de remédios que poderiam ser tomados para aliviar a dor.

Ossos, herpes, dor. Mais um medicamento cujo efeito colateral mais comum é sonolência e que Harro toma desde sempre, mas eu não sabia. Fico sabendo quando acaba no posto e tem que comprar. Outra hipótese é que muitos medicamentos sejam comprados/buscados no posto para todos os idosos do asilo em pacote. Isso explicaria como Harro tomou Memantina e Carbamazepina sem receita por dois anos.

Eu sei que os médicos ganham comissão pelos medicamentos que receitam. Nesse sentido, trabalhar para um asilo deve dar muito dinheiro. Não só pelos medicamentos para Alzheimer, mas todos os outros, de pressão a depressão.

Um comentário:

Anônimo disse...

Boa noite sra. Lou. Meu nome é Paulo Arend Lima, sou advogado, tenho 43 anos e moro no Rio de Janeiro.

A pessoa que você chama de Harro, é o Harro Kleppa? Alemão, que morou em Gramado?
Se sim, preciso lhe contar uma coisa. Uma coincidência da vida. O Harro foi meu padrasto. Sim, ele morou comigo, com minha mãe e meus dois irmãos em Gramado e Bento Gonçalves, quando eu tinha entre 07 e 11 anos de idade.
Eu jamais esqueci o Harro. Ele foi muito importante na minha formação como pessoa. Muito mesmo. A influência cultural, musical e artística dele na minha vida foram muito importantes. Um dos livros mais legais que lí foi ele que me deu de presente (chama-se Sidarta, do Herman Hesse).
Quando eu tinha mais ou menos 11 anos, minha mãe e o Harro se separaram. Depois que ele saiu da casa da minha mãe, nunca mais o ví, até que lá pelos meus vinte e poucos anos o encontrei em Porto Alegre. Ele não me reconheceu na hora, ficou até espantado de me ver. Depois disso, nunca mais o ví.
Enfim posso estar falando uma enorme bobagem, mas se o seu pai biológico for o Harro Kleppa, escultor de enorme talento, artista, alemão, que adora ouvir música clássica, então falamos da mesma pessoa.
Caso você possa me responder se estamos tratando da mesma pessoa, pode responder meu e-mail? É pauloarend@outlook.com
Desejo muita paz e bem para você e família.
Abraços.
Paulo Arend Lima