quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Floripops

Jairo e Siomara
Numa breve passagem por Porto Alegre, logo depois de Gramado, vimos Jairo e Siomara no Parque da Redenção. Ali combinamos de visitá-los em Canasvieiras, Floripa.
Luis e Lou
De Curitiba, então, partimos para Floripa com escala em Joinville.

Logo cedo de manhã Jairo vai pra praia e ajuda a arrastar a rede que traz muitos siris, peixes e águas-vivas. Essa é a garantia do almoço saudável para a família. E de manhã é possível caminhar/correr na praia. De tarde a maré sobe, encurtando a faixa de areia lotada de turistas queimados de sol.
Siri do arrasto da manhã
Percebo agora que tirei bem poucas fotos da nossa vivência com a família de Jairo, Siomara, Jarina, Uirá, Sirius Black (o cachorro) e Perebas (o hamster. Gostei do hamster!).
Peixe (Paraty) do arrasto da manhã
Não tratei o peixe, nem vi os siris morrendo na água quente. Simplesmente sentei na mesa e comi peixe fresco, pescado no dia, muito bom. Quando Luis e eu coletamos caracoles nas pedras da prainha (entre Canasvieiras e Jurerê), ajudei a preparar os caramujos - e comi quase tudo depois, porque o pessoal achou esquisito demais comer caracoles.
 
Siri na mesa
Na mesa
Teve um dia que acabou a água da torneira. Todos lembraram do verão em que Florianópolis estava lotada de turistas e houve interrupção do abastecimento de água e os turistas foram embora decepcionados/frustrados/com raiva. Por sorte, não tinha acabado água na cidade, mas alguém tinha fechado o registro da rua, interrompendo o abastecimento da casa. O curioso é que, dormindo de tarde, depois do almoço farto, eu sonhei que o problema e a solução era o registro...
Uirá
Lemos nos jornais que no primeiro fim-de-semana de janeiro, depois da virada do ano, o perfil do turista mudaria. Nossa esperança era que os turistas fossem embora, mas o jornal parece ter tido razão: saem os foliões e chegam as famílias. Quando fomos na Lagoinha, Luis e eu nem animamos de caminhar até a outra ponta da praia, passando por todos os guarda-sóis, desviando de todas as crianças, bolas de futebol e frescobol. Reparamos que os vendedores ambulantes tinham se adaptado aos turistas argentinos: anunciavam "milho" e "choclos", "choripãn" e os espetinhos eram "xixo".

No último dia na praia, decidimos nos despedir direito da praia. Caminhamos/corremos até a ponta de Canasvieiras, onde as ondas não chegam na areia, mas na vegetação do mangue que se estica em direção ao mar. Quando a água bateu no umbigo e começamos a ver peixes maiores beirando o mangue, resolvemos voltar. Toda a água daquela ponta até o pier (2km?) estava marrom escura, cheia de matéria orgânica. O vento mudou a paisagem de um dia pro outro. Assim é o mar: sempre o mesmo, mas sempre diferente. De noite, Jairo ainda nos chamou pra ver um peixe desse tamanho assim, ó, que tinha chegado na praia. Era grande mesmo, com a boca bem deformada. Sempre o mesmo, mas sempre diferente.

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