sábado, 2 de agosto de 2014

Rio sem praia

Praia no Maravilha 2012
O primeiro amigo que Luis me apresentou foi o Jairo (e família: Siomara, Jarina e Uirá) que mora no Maravilha que fica do outro lado do rio Madeira, na altura do Belmont. Em 2012, as praias que se formam nas margens do rio Madeira na época da estiagem estavam desbarrancando devido ao impacto da usina de Santo Antônio.
Desbarrancamento já em 2012
Os ribeirinhos costumavam plantar nessas praias (a terra é fértil) durante a vazante e colher antes que o rio voltasse a encher. Havia maxixe plantado quando fui lá a primeira vez. Desde que as usinas fecharam o rio a passaram a controlar a vazão do rio, não tem mais havido praia (nem cultivo) no rio Madeira.
Porto do Jairo em 2013. Foto: Luis

Porto do Jairo em 2013. Foto: Luis
Ano passado, Luis voltou a visitar o Jairo enquanto eu estava em Santa Maria. As fotos do porto do Jairo (acima: antes e abaixo: depois) apontam para os efeitos da cheia de 2014.

Barranco íngreme, sem praia em 2014
Como a praia sumiu, a estrada da beira do rio (que leva da balsa/ponte até a casa do Jairo no Maravilha) está na beira do barranco. Nem tiramos fotos por causa da adrenalina de passar de carro naquelas poças de água parada desde a enchente.
Barranco íngreme e com árvores mortas em Belmot
O que vimos foi uma paisagem predominantemente marrom: a marca da água da enchente, as árvores mortas, o rio revolvido, a vegetação arrancada.
A praia sumiu depois da cheia

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