quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Microclima

Imagem do GoogleMaps
Desde a consolidação do reservatório de Itaipu (que é gigantesco), instalou-se na região um microclima. O regime de chuvas ficou completamente alterado na região. Aqui em Porto Velho tem chovido extraodinariamente muito nessa época do ano.

Nas usinas do rio Madeira (UHE Santo Antônio e UHE Jirau) não há reservatórios de acumulação como em Itaipu, mas o que os especialistas chamam de "pools". As duas usinas estão instaladas no mesmo rio, uma depois da outra. O reservatório da UHE Santo Antônio termina na UHE Jirau e o reservatório da UHE Jirau termina - segundo o que está escrito nos documentos - na linha imaginária que separa o Brasil da Bolívia. "Pool" então é fazer da extensão do rio um reservatório. Então não podemos explicar as chuvas excessivas (com direito a ventania, raios e trovões) pelo acúmulo de água no reservatório.
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA).
Observando o gráfico da ANA, vemos que a linha rosa marca as máximas históricas de cheias do Madeira em Porto Velho. A linha verde, mais harmônica, marca a média de permanência da água no leito do rio ao longo do ano. Pela linha verde, observa-se que o rio enche até março, vaza entre abril e agosto, está mais seco em setembro e volta a encher a partir de outubro. Neste mesmo gráfico, a linha preta indica o nível da água do rio Madeira em Porto Velho em 2014, o ano da grande cheia. O pico da cheia foi no fim de março, em maio houve repiquetes que se acentuaram em junho e julho e em agosto o nível está baixando, mas ainda assim acima do máximo historicamente registrado nessa época do ano.

Há muita umidade no ar - que condensa e precipita por volta das 15h. Se não fossem as usinas, não teria havido a supercheia. Se não fosse a supercheia, estaríamos na estiagem.

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