quarta-feira, 25 de junho de 2014

Tempo e fuso

Luis e eu saímos de Porto Velho de noite rumo a Rio Branco. Como a balsa estava na mesma margem que nós, a viagem de ônibus só demorou 8 horas. Entre Jacy-Paraná e Abunã quase não havia asfalto (que se dissolveu com a cheia) e logo depois de atravessar o Madeira de balsa igualmente havia pouca aderência das rodas à brita que jogaram na via para atenuar o lamaçal.

Ainda estava escuro quando entramos no táxi que nos levaria à divisa com a Bolívia. Os nossos relógios marcavam 6:00, mas no Acre o fuso é diferente. O taxista relatou a peleja que foi fixar um terceiro fuso no Brasil, porque afinal de contas o sol somente desponta quando Rondônia marca 7:00, já que o Acre está situado mais a oeste que Rondônia.

Na divisa (Epitaciolândia), fomos deixados na Polícia Federal poucos minutos antes do estabelecimento abrir (às 8:00, que no meu relógio eram 9:00). Atravessamos a ponte (que mais parece um portal), entramos em Cobija e regressamos ao horário de Rondônia. Isso mesmo: quando são 8:00 em Brasília, são 7:00 em Rondônia, 6:00 no Acre e 7:00 de novo na Bolívia.

Em La Paz o dia começa depois das 7:30. Às 7:00 ainda estava escuro e não havia viv'alma na rua. Às 7:30 vi telhados brancos e uma pessoa caminhando na rua. 15 minutos depois ouvi carros, depois crianças entrando na escola. Então começaram as buzinas, sirenes, alarmes que seguem até o sol se por. As temperaturas aqui variam entre 1ºC e 13ºC. Estamos no mesmo fuso que Porto Velho, mas num clima completamente diferente.

2 comentários:

Karin und Walter disse...

Toll, dass ihr mal in La Paz zusammen seid. Weißt du noch, wie wir vor 22 Jahren dort waren? Wie wir im Vale de la Luna waren und in den Yuncas? Wie wir trutja gegessen haben und den Illimani bestiegen haben? Wie wir auf dem Titicacasee mit dem Boot gefahren sind und wie du dir das Knie aufgeschlagen hast?
Mach doch mal ein paar Bilder, pra matar a saudade...Verrückte Geschichte mit den fusos horarios!
Abraco
Ma

iglou disse...

Ja, Mama, ich kann mich sehr gut an all das (und noch an die Ruinen von Tihuanacu) erinnern. Luis hat sich gewundert, dass ich La Paz "besser" kenne als er.
Hier sind die Busse und Autos immer noch uralt, die Cholitas immer noch in Tracht (mit Hut, der nicht ganz auf den Kopf passt) und die Kinder immer noch vollbackig.
Leider sind wir hier stark mit Interviews an die Presse und Reden und Versammlungen einbezogen und leider muss ich meine Vorstellung in Campinas noch vorbereiten, was mich an den Computer fesselt, aber wir werden versuchen Fotos zu machen.
Liebe Grüsse,
Lou&Luis