quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Cachoeiro com emoção

O estado do Espírito Santo foi bastante castigado pelos efeitos das chuvas incessantes. Não foi fácil chegar em Cachoeiro de Itapemirim com os atrasos dos outros voos em conexão com o meu, com o tempo apertado e a chuva na estrada. Tivemos uma trégua no Natal e muito boas surpresas: Nelson, velho amigo do Luis, veio (com esposa e filha) passar a véspera de Natal conosco. E durante o leitão, cabrito e peru, marcamos uma pequena aventura para a manhã seguinte.
Nelson no quadriciclo
Nelson tem uma loja em que ele vende quadriciclos, jipes e outros motorizados potentes. Logo me colocaram ao volante de uma máquina de pneus altos e grandes, sem embreagem ou chave e com as seguintes "marchas": P (estacionar), R (ré), H (alta velocidade) e L (baixa velocidade). Coordenando freio e acelerador, manobrei o jipe pra fora da loja. E fui dirigindo alegremente até a primeira ladeira enlameada.
Nelson lá embaixo
Nelson, como excelente monitor, fez uma demonstração de como se sobe ladeiras enlameadas em alta velocidade. Tremi na base e passei o volante pro meu marido - que se mostrou um motorista de offroad experiente.
Itabira ao fundo
Passamos por florestas, descampados, águas e valetas. Ficamos agradavelmente surpresos com a paisagem que nos foi apresentada nessa manhã e com o motor do jipe e as técnicas de conduzi-lo (acelerando na reta para soltar a lama dos pneus, por exemplo).
Topo do monte
Havia uma árvore atravessada no meio do caminho, o que nos obrigou a fazer uma volta um pouco maior que o planejado. E quando paramos no alto do monte, pudemos ver Marathayzis, o Itabira, o Frade e a Freira e a Moça que Beija a Pedra. Depois do descanso, voltamos a assumir nossos postos. Nelson foi na frente e sumiu do horizonte. Luis e eu ficamos. E o carro não ligava. Tentamos todas as marchas, apertamos outros botões e nada. Saí do carro e procurei o Nelson - que já tinha entendido qual era o nosso problema: pisa no freio enquanto liga o carro!
Marathayzis ao fundo
O cabelo ao vento, os olhares risonhos, a sensação de estar num veículo que passa tranquilamente em terrenos difíceis e as belas paisagens foram um bom presente. Chegamos em casa cobertos de lama e alegria. Nelson se mostrou um companheiro e instrutor muito atencioso.
A Moça que Beija a Pedra
Assim que estendemos as toalhas do banho, começou a chover. Aproveitamos muito bem a janela de tempo bom em Cachoeiro.

Um comentário:

Denise Quitzau Kleine disse...

Adoro dirigir quadriciclo - no início da um certo medão, depois fica bão :)
Que viagem bacana, Lou. Paisagens encantadoras.
Abração pra vocês!