sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Voltando para casa com escalas

Viajar com uma senhora de quase 94 anos de vida foi uma experiência nova para nós. Como ela tinha necessidades especiais, solicitamos uma cadeira de rodas para ela. E com a cadeira de rodas sempre vinha um(a) funcionário/a muito atencioso/a da TAM que nos guiava pelos caminhos dos prioritários, evitando filas.

Luis e eu nos separamos em Guarulhos, eu ainda levei a Oma a Gramado. E se eu achava que tinha levado pouca roupa de frio para o verão alemão, constatei com dor nos ossos que tinha muito pouca roupa de frio para o inverno gramadense. Já na estação de trem, para pegar o veículo que nos levaria ao aeroporto, Oma me segredou:
- Preciso te dizer uma coisa. Nevou em Gramado!

Quando Oma e eu chegamos, a neve já havia sido derretida pelos raios solares que iluminavam (sem aquecer muito) a cidade.

Na manhã seguinte (ontem), peguei um ônibus a Porto Alegre que teve que fazer um desvio de 40 minutos, porque havia água na BR 116. Neve em Gramado, muitas chuvas no estado. Minha tia tinha dito que 24 municípios chegaram a declarar calamidade pública. De fato, a paisagem estava bastante alagada.

Segui até o aeroporto, para comprar uma passagem que eu (nem o Luis) não estava conseguindo comprar pela internet. Lembrei que a Dilma recentemente tinha inaugurado um meio de transporte que liga o aeroporto à estação de trem. Fui nas informações turísticas.
- Como que eu faço pra chegar na estação de trem?
- Pega o aeromóvel. Sobe no segundo piso e sai pela última porta, onde param os ônibus.
- Tem que pagar?
- Não.
O aeromóvel é menor que um vagão de metrô
Mas ela não disse que também não precisava pagar a passagem de trem. Na rodoviária, não consegui passagem logo para Santa Maria. O semestre começa na segunda agora, é natural que o movimento em direção à cidade universitária seja intenso. E o trânsito também foi intenso, especialmente na ponte, quando há afunilamento de faixas. A paisagem era um espelho d'água só. Lembrei das chuvas de 2008 que alagaram Santa Catarina, quando somente a rodovia estava acima do nível da água.

A viagem durou mais que o previsto e quando cheguei em casa, os mercados já tinham fechado e a geladeira continuava vazia. E o meu termômetro me mostra o que eu já sentia: dentro de casa é 5ºC mais frio que fora.

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