quarta-feira, 24 de julho de 2013

Desconforto e o consumo de energia

Quando eu morava em Porto Velho, percebi que os picos de consumo doméstico de energia elétrica se davam nos meses mais quentes (quando ventiladores e ar-condicionados eram mais requisitados). Agora que acabo de pagar a conta de junho, vi que o pico de consumo no meu histórico em Santa Maria se dá nos meses frios. O chuveiro elétrico (que nessas manhãs em que faz 4ºC não chega a esquentar a água, na verdade só impede que blocos de gelo caiam em mim) e os aquecedores (tenho dois desde que minha vó veio me visitar) estão sendo mais requisitados nesses dias em que o frio faz os ossos doerem.

Ontem a energia do prédio caiu uma vez, anteontem a queda aconteceu quatro vezes. O proprietário mandou um sócio, morador do prédio, investigar. A investigação foi, nas palavras do Luis, uma caça às bruxas: ele foi batendo de porta em porta, perguntando quem tinha trocado o disjuntor do apartamento. Eu troquei, porque o disjuntor não suportava a carga que o chuveiro demandava. Entendo que se os meus disjuntores eram baixos, o disjuntor geral do prédio (que desarmava por causa da sobrecarga) está afinado com os disjuntores pouco potentes dos apartamentos.

Depois o proprietário ligou, perguntando o que estava ligado no meu apartamento durante a queda da energia. Descartou o meu apartamento como sendo a origem do problema. Será que é tão difícil de entender que é o conjunto de todos os equipamentos ligados que sobrecarregou o disjuntor geral defasado que causou as quedas de energia? Será que ele pensou num rodízio de banhos quentes ou de períodos em que o ar-condicionado/ aquecedor pode ser ligado?

Os ar-condicionados daqui do sul também esquentam o ar. E de noite (quando acontecem as quedas de energia no prédio) praticamente todos (exceto o meu, que veio do Norte, onde eles só esfriam o ar) estão ligados. Eu sei pelo barulho e pela chuva que cai na minha área externa.

O frio está bravo e o prédio não tem um disjuntor geral que dê conta da necessidade de cada morador se aquecer. O problema, como no caso das manifestações, é estrutural e não adianta criminalizar indivíduos pelo descompasso entre a infraestrutura e as demandas.

5 comentários:

Mônica disse...

É... a coisa está braba. Bom, se você puder, mude o aquecimento do seu chuveiro para aquecimento à gás. Esquenta bem a água e não sobrecarrega nenhum disjuntor. :)

Aproveitando o post e nada a ver: chamei uma comportamentalista para me ajudar com o Mustafá. Ela me deu alguns exercícios e assim esperamos que ele se integre ao resto do grupo. Vamos rezar para que tudo dê certo, pelo menos para que ele (o Mustafá), aprenda a não morder.

iglou disse...

Mônica,

admiro sua dedicação e agradeço pelos teus esforços com o Mustafá.

Mônica disse...

De nada, Lou. Eu quero que o Mustafá viva bem e por muito tempo, por isso o esforço. Comigo ele está um amorzinho, mas de vez em quando ele morde. E forte.

A comportamentalista também chegou à conclusão de que ele tem medo e que também não foi devidamente socializado, mas acha que dá para consertar. hehehe

Vai dar trabalho, mas a gente chega lá. Se pelo menos ele aprender a se comportar melhor com as pessoas, fica mais fácil arranjar um dono para ele.

Ah! E aí, nevou?

bjs

iglou disse...

Não nevou porque não houve precipitação, mas a temperatura esteve hoje a -1ºC.
E descobri um lugar de tomar banho quente aqui em Santa Maria: a academia de natação!!!

Anônimo disse...

Meu Deus , um disjuntor JAMAIS pode ser trocado por outro de corrente maior sem que seja feita a troca da fiação por uma de bitola maior. A capacidade do disjuntor é estritamente vinculada à fiação para evitar incêndio na instalação. Se ele desarma, é para impedir os fios de derreterem.