sexta-feira, 5 de julho de 2013

Alberta, a vaca malhada

No disco do Eric Clapton de 1992, acho que um dos primeiros unplugged, tem uma música que desperta a minha imaginação de maneira inusitada. Sempre associei a música Alberta a uma vaca. Uma vaca malhada e simpática que passou a noite fora de casa e com isso entristeceu seu amigo cantador. Talvez, pra chegar na vaca, a minha mente tenha excluído a possibilidade do caminho que leva Alberta a uma figura de mulher. Alberta não constava, no meu imaginário, como nome de gente. Por alguma razão, eu tinha clareza que o caminho de Alberta à vaca malhada passa por leite.

Desde que ouvi o CD pela primeira vez, Alberta era, pra mim, a vaquinha na música de Eric Clapton. Eu achava engraçado um cara que chorava a morte do filho em Tears in Heaven, declarava seu amor por Layla e cantava os altos e baixos em Nobody knows you when you're down and out, cantar, no mesmo disco, com ares ébrios sobre a vaca que passou a noite fora de casa. Mesmo assim, eu via a cena: de madrugada, o cara chega em casa bêbado e percebe que a vaquinha malhada não está lá. Então ele canta e chama pela vaca, repetindo tudo - como todo bêbado - pelo menos duas vezes.

Recentemente tive saudades desse disco e o ouvi inteiro. Alberta é a faixa 10. Na faixa 12, tem Malted Milk. Caiu a ficha por que Alberta, cantado de maneira pouco romântica, tinha a ver com leite e vaca: Malted Milk, Malted milk/ keep rushing to my head

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