terça-feira, 11 de setembro de 2012

Faroeste empoeirado

A única ciclofaixa que Porto Velho tinha foi enterrada pelo asfalto. Era na Raimundo Cantuária, não era larga o suficiente para as duas mãos - e motos - e acompanhava o trânsito (de mão única) pela esquerda. Não sei de seu começo, mas acabava no cruzamento com a Jorge Teixeira. Depois que recapearam (agora que é época de eleição, está chovendo asfalto), não fizeram nenhum tipo de sinalização horizontal. Isso significa que não pintaram a ciclofaixa. Porto Velho perdeu a única ciclofaixa que tinha. No faroeste, progresso e asfalto andam juntos.

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A única faixa de pedestres sem farol que o povo respeita em Porto Velho fica na rua Brasília. A faixa fica no meio da quadra e liga o estacionamento de um supermercado ao supermercado. O motorista prestes a virar cliente estaciona o carro na sombra e se sente no direito de atravessar a rua em segurança até o supermercado. Todos os motoristas que trafegam pela rua reconhecem o direito desse pedestre-recém-motorista e aguardam pacientemente que ele atravesse a rua em segurança para consumir com tranquilidade. No faroeste, progresso e motor andam juntos.

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Já faz duas noites que a Oi deixa seus clientes na mão. O telefone não faz chamada alguma (dá sempre sinal de ocupado) e a internet Velox inexiste. Na primeira noite, eu não sabia se o modem tinha queimado (tinha chovido de tarde, quando eu estava fora de casa), se o problema era o provedor ou a internet. Até mesmo ligando do celular pra Oi dava ocupado. E na UOL ninguém atendia. Era de noite, e mesmo que os serviços anunciados fossem 24 horas, não consegui contato. Ontem o problema voltou às 17h. Consegui ligar na Oi do celular e uma voz gravada disse que tinham constatado uma falha na minha região e que a previsão de conserto era o fim do dia. No faroeste, prevalece o isolamento.

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