quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Luto pelo colega

Soube que ele tinha morrido antes de saber quem ele era, porque eu estava no DRH quando uma técnica veio requisitar o processo dele. Quando chegaram os e-mails denunciando o seu desaparecimento, eu já sabia que estava morto, mas foi o momento em que identifiquei o professor de Arqueologia. O alarme se instalou: André tinha participado na greve. Será que a morte dele tinha alguma ligação com a greve da Unir? Será que o nome dele estava na lista dos que "desceriam o rio"? Será que morte dele tem a ver com minha vida?

A incerteza nos moveu por dois dias. A cada duas horas, descobríamos detalhes sobre a vida e morte do professor. Foi vítima de crime passional, o companheiro confessou.

Hoje foi dia de luto na Unir. Durante a greve, tivemos a oportunidade de nos conhecer. A identificação que aconteceu durante a greve de 79 dias chegou a ponto de a gente sentir que nossa família foi ampliada. Por isso, o que aconteceu com um de nós nos afeta a todos.

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