quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fofinhas

Na mesa Leitura e Processos Cognitivos, dois trabalhos envolviam leitura nas novas mídias: internet e tablet (Ipad). A discussão que se seguiu, sobre as tecnologias touch, se deu num nível que pressupunha que o Ipad está tão disseminado quanto o celular.

Eu nunca vi um troço desse de perto, mas dizem que faz sucesso na comunidade autista.

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A moça que apresentou sobre processos de leitura na internet comentou, detrás de seu Macintosh, que se a Linguística quiser ter um futuro, precisa reforçar sua interface com a Informática e as Neurociências.

Como se a Linguística de campo, de texto, a aquisição, fonética, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática tivessem sido esgotadas e não oferecessem mais nada de novo.

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A moderadora da minha mesa encerrou os trabalhos da primeira parte da tarde dizendo que "a tecnologia está em toda parte, até mesmo dentro de nós, haja vista o marca-passo".

Será que ela tem essa tem essa tecnologia no coração?

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A conferencista da noite, depois de recontar todas as suas publicações - como chegou às ideias e depois como foi a repercussão dos textos publicados - afirmou que "o ser humano é a criatura mais frágil da face da Terra, e ainda assim sobreviveu ao dinossauro".

Pena que os humanos e os dinossauros não existiram no mesmo período de tempo.

3 comentários:

Anônimo disse...

...poisé! E essa sobre a fragilidade do ser humano é a melhor prova da sua falsidade e capacidade de inverter os fatos à sua vontade.
Provavelmente 95% do que é afirmado em congressos serve para diagnosticar os modismos da época e nada mais. Os 5% que sobram são a colheita que se leva para casa...

Denise Quitzau Kleine disse...

Sei não... Parece que esse tipo de mesa deveria vir acompanhada por "uns pilas" pela indenização moral ou uma cachaça pra aguentar as bobajadas.
Sempre tem aquele que usa a fala pra desenrolar o seu currículo e dizer que é incrivelmente bacana...
E aí, ganhou uns pilas ou uma cachaça pra aguentar?

iglou disse...

Hehehe. O motivo pra minha presença nesse colóquio é o Gustavo Bernardo, que vai falar de Flusser amanhã.

Por enquanto, apresentei o meu trabalho e - segundo a Oma, garanti 3 pontos positivos no meu currículo.

Normalmente, congressos costumam ser - pra mim - momentos para rever amigos. Dessa vez, o único nome conhecido (Márcia Zimmer) não apareceu em carne e osso, mas fiz amizade com uma orientanda dela. Além disso, me enturmei com os calouros.

Resumindo, congresso significa trabalho e passeio ao mesmo tempo.