segunda-feira, 14 de março de 2011

Convivendo com as diferenças

Mary and Max,
I am Sam, 
Forrest Gump, 
Rain Man, 
As good as it gets, 
A Beautiful Mind e
My name is Khan
são desses filmes que apelam para as nossas emoções (quase desidratei de tanto chorar vendo o último da lista). Todos eles são sobre pessoas consideradas não normais (afinal, o que é normal?) que nos cativam de alguma forma. Max e Forrest Gump (Tom Hanks) são engraçados pela ingenuidade, Melvin (Jack Nicholson) fascina pelas neuroses, Sam (Sean Penn) é apaixonado pelos Beatles e pela filha. Na categoria de gênio louco entram Raymond (Dustin Hoffman), John Nash (Russell Crowe) e Rizwan Khan (Shahrukh Khan). Em todos esses filmes, o movimento é no sentido do esforço de aceitação das diferenças e convivência com as loucuras do outro. 

Nesses filmes, temos autistas (com ou sem Asperger), neuróticos, esquizofrênicos e "retardados mentais" (seja lá o que isso for). É a doideira no gesto e na mente do protagonista que precisa ser tolerada socialmente. Já em My name is Khan, temos um muçulmano autista (com Asperger) residindo nos EUA antes e depois de 9/11. Rizwan Khan sustenta duas idiossincrasias: (i) nasceu para dentro da religião daqueles que são carimbados, nos EUA, como terroristas e (ii) tem síndrome de Asperger. Por essas duas características, sofre sob a onda de pré-conceito, intolerância e ignorância que desfigura o país depois de 9/11. Equilibrar esses dois elementos é genial e brilhantemente performado por Shahrukh Khan.

Rizwan Khan casa-se com Mandira (hindu), mãe solteira de Sameer. Alvo do preconceito (por ser visivelmente indiano, foi tomado por muçulmano) de meninos mais velhos na escola, Sameer morre. Pela tragédia, Mandira culpa o sobrenome muçulmano que adotou no casamento e passou ao filho. Rizwan decide encontrar-se com o presidente (Bush) e dizer-lhe: "Mr. president, my name is Khan and I am not a terrorist."

Lembro de quando eu morava na Holanda, na república internacional. Eu conversava bastante com o Kaleem (paquistanês) sobre religião. Um dia eu tava na cozinha, meio à toa. Kaleem puxou uma cadeira, espalmou as mãos sobre a mesa e me explicou pausadamente que o islamismo é uma religião que prega o amor. Só pra você saber.

Voltando mais no tempo, lembro de todas as vezes que eu disse que falo alemão e o meu interlocutor imediatamente levantou o braço direito dizendo "Heil Hitler". Só pra você saber, não sou nazista.

2 comentários:

Leonardo disse...

islamismo é uma religião que prega o amor entre seus seguidores, aos que seguem outra religião ou que são ateus eles...

Erika Lima disse...

Quero chorar também com esse filme!
Leva pra mim. ;)