quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Stomp em Bremen

Eu cheguei no meu irmão e disse que eu tava afim de ver música sendo feita. Ele logo lembrou que Stomp tava de turnê em Bremen. Compramos ingressos e fomos, felizes da vida, ao Bremen Musicaltheater. Philip e Julia (eu também) já tinham visto Stomp pela TV, muito tempo atrás. De fato, lendo os jornais de hoje, descobri que o conjunto já existe desde 1994. Eu morei numa república em que Stomp fez grande efeito: a banda Caras da Oca tocava nas nossas panelas, minha chaleira, meu medidor Fuca (nunca vou esquecer o episódio: voltei depois de um ano na Holanda e quis fazer pão. Cadê o medidor pra medir a farinha? Ninguém sabia. Sales, devolve o medidor. Não quero saber se ele agora faz parte de um número de palhaço, eu quero fazer pão com o meu medidor! Pela internet, Sales conseguiu comprar outro igual. Igual é modo de dizer, porque o meu, que foi usado de agogô, ficou todo amassado.), garrafas com água, sacos plásticos etc.
E mesmo assim, não estávamos preparados pro que vimos ontem de noite. Nenhuma das fotos deste post foi feita por mim (porque não se pode fotografar a apresentação), e os caras que se vê nas imagens provavelmente não são os caras que vimos no palco. 
Stomp é basicamente percussão com materiais ordinários: latões, vassouras, pia, caneca, panela, areia, latas, cadeiras, canos, jornal, isqueiro, palmas, pés, o corpo. E são performáticos. Não são coloridos, nem pretendem fazer música como os Barbatuques (o lance do Stomp era mais ritmo, menos melodia), mas a percussão coreografada enche os olhos. Reconheci movimentos de frevo e capoeira, prendi a respiração quando as coisas voavam pelos ares e bati palma até a mão doer. E pra fechar a comparação com os Barbatuques, a percussão corporal que o Stomp fazia excluía praticamente a boca. Quem viu os Barbatuques sabe que dá pra tirar muito som -além da voz- da cavidade bucal.
A surpresa altamente agradável do show foi o elemento humorístico. Havia dois palhaços (de tipos diferentes) no palco. Um era o largadão do cabelo doido, aparentemente desajustado, que zoava os colegas e o público. O outro era engraçado quando fazia movimentos menos rebuscados que os colegas. Como havia esses dois clowns no palco, muitos dos números viraram sketches de percussão coreografada (o número do jornal era praticamente uma estória). Outro motivo grande de risada foi a interação do público com o cara que orquestrava as nossas palmas e batidas de pé.

2 comentários:

Phil disse...

É, Eu confirmo o alto nível percussivo e humorístico de Stomp. Confirmo também que as pessoas das fotos são outras do que as que vimos.

Meu comentário: NOOOSSA!

PHIL

iglou disse...

É isso aí, big brother.