sábado, 15 de janeiro de 2011

A dinâmica do frio

A neve já derreteu, as temperaturas já subiram, mas ainda é preciso usar botas, luvas, cachecol, gorro, casaco, meias de lã de fundo duplo e roupas térmicas. Quando faz 8°C lá fora, os meus pais dizem que está "warm" e que isso é incomum pra essa época do ano. Eles contavam com temperaturas em volta do ponto de congelamento ou mesmo neve.

Hoje foi o primeiro dia que não amanheceu chuvoso. Céu azul e um sol que luta bravamente contra o vento gelado me animaram. Demorei bem uns dez minutos pra vestir todas as coisas que me protegeriam do vento e frio e peguei o ônibus a Bremen, pra me encontrar com Philip e Julia. No ônibus, que tem calefação, tive que tirar o casaco, as luvas e o cachecol. Ginástica de novo antes de sair do ônibus.

Tínhamos um horário combinado, mas eu cheguei antes, então fui dar uma de turista na cidade. Fotografei o Roland e procurei os Saltimbancos (Bremer Stadtmusikanten). Custei a achá-los, e quando percebi que eu andava na direção errada, decidi seguir os turistas. Encontrei-os ao lado da prefeitura (Rathaus).

Quando achei que a minha cabeça doía de frio, fui me refugiar na catedral (Dom). Como lá o pé-direito é mega alto, as paredes são de pedra e não tem aquecimento central, eu só estava protegida do vento. Nem deu vontade de tirar nenhuma peça de roupa.
Philip, Julia e eu almoçamos num restaurante lotado. Tirei as luvas, o xale, o casaco e o moletom. Ginástica depois pra vestir tudo de novo antes de sair de barriga cheia. Quando fomos na loja de equipamentos esportivos, logo tiramos os casacos, luvas e xales. Para experimentar um tênis, tirei uma bota. Pra decidir se compraria o tênis, tirei a outra bota. Para experimentar uma sandália-papete, tirei uma meia. Para confirmar que eu não compraria o calçado, tirei também a outra meia. Paguei a conta e vesti todas as minhas roupas. Julia também se aprontou para sair da loja. Philip ainda precisava de um tempo. Nesse tempo, Julia e eu começamos a reclamar de calor.
Da loja, seguimos em direção à estação. Na frente dela está exposto um pedaço do antigo muro. Frio na espinha. Sim, é o muro que separava oeste de leste, capitalismo de comunismo, consumismo de socialismo.

Um comentário:

bill disse...

Achei o máximo as esculturas dos bichos empilhados.