segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Deutsches Museum

O Deutsches Museum em München tem como tema central a tecnologia. Eu tava pensando que se eu entrasse numa máquina do tempo e voltasse pro tempo em que o homem descobriu o fogo, eu não seria nenhuma ajuda. Mesmo vindo da era da tecnologia, do futuro, eu não seria muito capaz de fazer muita coisa tecnológica. Eu não sei dizer o que acontece pra lâmpada acender, que dirá explicar como funciona um computador. Sou usuária de tecnologia. E os técnicos usam ferramentas tecnológicas para fazerem máquinas tecnológicas.
Mas se um homem das cavernas quisesse acompanhar a evolução da tecnologia nesses anos todos que separam essas gerações aí, o Deutsches Museum seria o melhor destino.
O conceito de museu mudou um pouco nesses últimos 10 anos. Antes, as coisas no museu estavam numa caixa de vidro e não se podia tocar em nada. Hoje o público é estimulado a interagir com as peças expostas, aprender fazendo experimentos (apertando botões e girando manivelas pra depois observar mudanças). Por isso, a barreira de vidro entre o objeto exposto e o observador não está mais lá.
Um apêndice do Deutsches Museum fica em outro lugar e se chama Verkehrsmuseum (Museu do Trânsito). Como eu me interesso por trânsito, encarei uma neve dolorida e fui lá.
As unidades que compõe o trânsito estavam expostas lá: bicicleta, carro, bonde, trem, caminhão, ônibus, avião, moto, carroça (tinha até carro de Fórmula 1). Cada unidade que faz/é trânsito era descrita em suas partes e funções, e a história dessas unidades era apresentada. O máximo que eu vi sobre o tema geral "trânsito" foram questões de combustível (carros híbridos) e o lembrete de que é preciso um planejamento urbano para se evitar problemas de trânsito. Puxa, o museu poderia ser muito mais interativo nesse setor de trânsito...
Uma seção do museu era dedicada ao tema das romarias/peregrinações (caminhadas por motivos religiosos a lugares sagrados, tipo o Caminho de Santiago e Compostela na Europa e o Caminho da Fé ou Passos de Anchieta no Brasil). Os poucos objetos expostos não ilustravam o tema, apenas decoravam a sala. A seção era praticamente montada por painéis. Se o conteúdo dos painéis estivesse num livro, seria melhor porque cansaria menos. Outra forma ruim de um museu explorar um tema interessante: verbalizando tudo.

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