sábado, 16 de outubro de 2010

Impurezas

No saco de feijão que eu comprei, tinha um monte de feijão estragado, pedras e grãos de milho. Ainda bem que as cozinheiras se acostumaram a selecionar os grãos de feijão antes de colocar tudo na panela. Fazem-no porque não confiam na qualidade do produto.

Como moro no estado que tem a água mais contaminada do Brasil, me acostumei a beber água de galão que vem de moto. A água de Rondônia é contaminada porque não existe nem planejamento urbano nem controle de qualidade. Por não haver sistema de esgoto, a água tirada de poço é contaminada por coliformes fecais (inclusive a água que vem no galão). A água da Caerd (tipo Sabesp, Sanasa) é bombeada pras residências ligadas à Caerd dia sim, dia não. Essa água ao menos é tratada, mas tem elevados níveis de cloro. Na minha casa não tem nem poço nem água da Caerd: a água da Vila da Eletronorte vem do igarapé Bate-estaca.

Recentemente recebemos um aviso do condomínio de que a Vila entrou na Justiça, pedindo providências em relação à contaminação da água do Bate-estaca. Uma mancha preta e viscosa está se alastrando no riacho e causando "mortandade de peixes". Seguindo o curso do igarapé, chegamos na Coca-cola, que já foi interditada uma vez por poluir o mundo.

Os feijões estragados, as pedras e os grãos de milho são impurezas que eu posso isolar. Já o poluente preto não-identificado que entra na minha caixa d'água e os coliformes fecais no galão de água são impurezas que eu não consigo separar.

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