quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Outra mudança em vista

E daí que eu me sinto super bem morando na Vila? E daí que eu plantei maracujá doce, laranja, limão e mamão de sementes trazidas de São Paulo, pitanga de semente trazida de Floripa, jambo e palmeira trocados por pen drive, bicos de papagaio negociados pela metade do preço na floricultura e um abacateiro que despontou na composteira? E daí que eu tenho um gato enterrado no jardim? E daí que eu gosto dessa casa grande, de madeira, com pé-direito alto?

A proprietária avisou na imobiliária que não quer renovar o contrato (que vence dia 11 de janeiro), porque quer reformar a casa. Reformar não significa trocar o telhado (reforma orçada em R$ 12.450,00), fazer a pintura (orçada em R$ 4.500,00) e botar piso laminado (orçado em aproximadamente R$ 5.000,00). Pra ela, reformar significa derrubar e fazer outra.

A casa já deve ter seus 20 anos e está sendo comida pelo tempo: as goteiras furam o chão de madeira, a parede externa, especialmente ali onde pinga a aguinha do ar condicionado, está apodrecendo, se mexer no registro do meu banheiro, a água vaza pela parede. Além disso tudo, a casa é dela e ela faz o que bem entender com os seus bens.

Meu primeiro impulso foi pedir à proprietária que me deixasse ficar mais dois anos. Quando Robson riu da minha ingenuidade, percebi que dois meses já seria uma grande conquista. Sair em janeiro seria um problema de ordem prática: estarei desfrutando das minhas primeiras férias, do outro lado do oceano. 

Consegui o telefone da proprietária e conversei com ela. Foi gentil e generosa a ponto de prorrogar o prazo até abril. Não é um presente de aniversário, mas a data pra qual prometeram o apartamento que a Miyuki está comprando. Assim saímos daqui com uma indefinição a menos.

2 comentários:

Ulla disse...

Queres realmente aguentar mais dois anos este deserto intelectual? abraços desesperados...

Anônimo disse...

Ela enriquece o deserto.